Cannes 2025: Valor Sentimental e O Agente Secreto marcam a temporada com memória do cinema e traumas familiares
A temporada de premiações de 2026 começou em grande estilo, com O Agente Secreto aumentando a visibilidade do cinema brasileiro ao lado de Valor Sentimental. Os dois títulos aparecem entre os grandes destaques de Cannes 2025, disputando espaço e reconhecimento ao lado de produções que venceram a maior parte dos lançamentos norte?americanos na temporada internacional.
Diretamente ligado a essa fase, Joachim Trier e Renate Reinsve repetem a parceria de A Pior Pessoa do Mundo (2021), mantendo a linguagem intimista e o tom ligeiramente satírico que marcaram aquele trabalho. Nesta edição, Trier amplia o olhar, tratando de autoestima, identidade, envelhecimento e luto com uma abordagem que conserva a expressão sincera do cinema nórdico.
Na trama, Stellan Skarsgård vive o renomado diretor Gustav Borg, que pode estar diante do que seria o último filme da carreira. O roteiro, escrito pelo próprio personagem, revela traumas e lembranças sensíveis do cineasta. Tudo ganha sentido, no entanto, quando Nora, filha dele interpretada por Renate Reinsve, é chamada a assumir o papel principal.
Borg tenta escalar uma estrela norte?americana em ascensão, Rachel Kemp (interpretada por Ella Fanning), para substituir a filha. A ideia de escalação expõe como o filme, ainda que produzido pela Netflix, pode perder parte de seus significados profundos quando a indústria do streaming dita o ritmo da produção. Essa crítica surge em cenas marcantes que questionam o formato de lançamento e o impacto sobre a obra.
A produção do filme revela uma trajetória frustrada que expõe traumas que atravessam gerações na família, conectando as histórias de Valor Sentimental e O Agente Secreto na defesa do cinema como expressão de memória e identidade cultural. Assim, Trier utiliza a narrativa para discutir como o cinema pode servir de memória coletiva, além de mostrar as dificuldades de realizar sonhos artísticos.
Veja o trailer:




Para encerrar, convidamos você a acompanhar Cannes 2025 de perto e a compartilhar suas impressões sobre como o cinema pode funcionar como memória, expressão de identidade e espaço de debate sobre família e gerações. Qual título você acha que tende a dominar as premiações deste ano? Comente abaixo e participe da conversa.

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