A Venezuela divulgou neste domingo (11/1) um comunicado oficial em resposta à escalada de tensões entre os Estados Unidos e Cuba, após o presidente dos EUA, Donald Trump, lançar um ultimato a Havana para negociar com Washington “antes que seja tarde demais”.
O Ministério das Relações Exteriores venezuelano reafirmou a posição histórica de Caracas nas relações com Cuba, com base na Carta das Nações Unidas e no Direito Internacional, destacando o direito à autodeterminação e à soberania nacional.
O comunicado aponta que os vínculos entre a Venezuela, o Caribe e Cuba foram construídos “na fraternidade, na solidariedade, na cooperação e na complementaridade”.
Além disso, o governo venezuelano afirma que as relações internacionais devem se pautar pela não intervenção, pela igualdade soberana entre os Estados e pela livre determinação dos povos, defendendo que o diálogo político e diplomático é o único caminho para resolver controvérsias de forma pacífica.
A manifestação ocorre em meio às declarações de Trump de que Cuba pode perder seu suporte econômico com o fim do envio de petróleo venezuelano, e de que o regime cubano “deve” abrir-se a negociações com Washington.
Em declarações a jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que Cuba “deixou de ter receitas” e que todas provinham da Venezuela e do petróleo venezuelano.
Pouco antes, Trump republicou a mensagem de um usuário da rede X sugerindo que Marco Rubio se tornaria presidente de Cuba, acrescentando: “Parece bom para mim!”.
Em sua própria publicação, Trump disse que “Cuba viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu serviços de segurança aos dois últimos ditadores venezuelanos, mas não mais”.
As informações destacam que, apesar da tensão, não houve intervenção militar direta e que o caminho apontado é o diálogo para resolver disputas.
Como você vê esse cenário entre Venezuela, Cuba e Estados Unidos? Compartilhe sua opinião nos comentários e mergulhe no debate sobre soberania, autodeterminação e diplomacia regional.

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