Morte de bebê em creche no DF completa 1 mês: “Vazio que não tem nome”

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Morte de bebê em creche clandestina em Ceilândia mobiliza família e polícia investiga o caso

Resumo essencial Laura Rebeca Ribeiro dos Santos, 1 ano e 4 meses, faleceu após ficar presa no cinto do bebê conforto em uma creche irregular no Setor O, Ceilândia (DF). O incidente ocorreu em 11 de dezembro, e completou-se um mês no domingo, 11 de janeiro, conforme publicado pela família nas redes. A mãe, Lorrany Stephane, descreveu a dor diária de quem perde um filho e decidiu tornar o luto público como forma de memória e resistência.

Desabafo da mãe Lorrany usou as redes sociais para revelar o sofrimento contínuo desde a perda. Em relato emocionado, ela descreve como a dor não diminuiu com o tempo, apenas mudou de forma: A dor não diminuiu. Ela apenas mudou de lugar, escreveu, acrescentando que há dias em que consegue sorrir, mas, em muitos outros, sobreviver emocionalmente é um desafio. O desabafo reforça a decisão de não se isolar e de manter a memória da filha presente.

Contexto do caso O episódio ocorreu na QNO 6, Conjunto P, Setor O, em Ceilândia (DF). Laura estava aos cuidados de uma cuidadora que mantinha a espaço em casa como creche clandestina, atendendo várias crianças ao mesmo tempo. A família destacou que a criança aguardava uma vaga na creche pública, mas naquele dia ficou sob a responsabilidade de terceiros.

Segundo informações, a menina ficou presa ao cinto do bebê conforto enquanto dormia. Ao chegar ao local, a avó Aparecida Maria, de 51 anos, verificou um hematoma no pescoço e sangue no nariz. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou o óbito no local.

Investigação O caso foi alvo de investigação pela 24ª Delegacia de Polícia (Setor O). O inquérito foi concluído recentemente, mas a Polícia Civil não divulgou detalhes adicionais a respeito das apurações até o momento.

Natureza da reação familiar A postagem de Lorrany também enfatiza a decisão de não se isolar diante da dor, transformando o luto em uma forma de homenagem à filha. Ela afirmou que “minha filha vive em mim” e que cada recomeço carrega a memória de Laura, mesmo diante da perda dolorosa.

Conexões com o público O caso reacende debates sobre a segurança de espaços informais de cuidado infantil e a necessidade de fiscalização em locais que funcionam como creches clandestinas. O desfecho ainda depende de novas informações da investigação e de eventuais ações públicas para prevenir tragedias semelhantes.

Convite ao diálogo O Direito de Lorrany de compartilhar sua experiência serve como alerta para famílias que precisam recorrer a cuidadores alternativos e reforça a importância de avaliações rigorosas para qualquer espaço que cuida de crianças. Como você encara o tema do cuidado infantil informal em sua cidade? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

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