Rússia x Ucrânia: governo atualiza nº de brasileiros mortos na guerra

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Ao menos 17 brasileiros morreram na Guerra da Ucrânia, que já dura quase quatro anos, e 42 estão desaparecidos, segundo atualização do Ministério das Relações Exteriores ao jornal Metrópoles na sexta-feira (9/1). O Itamaraty informou que a violência continua e que novas informações podem surgir. O conflito, iniciado pela invasão russa em fevereiro de 2022, já provocou perdas civis em vários países, com a Ucrânia recrutando voluntários para reforçar as suas tropas, com salários altos.

Um dos casos mais recentes envolvendo brasileiro é o de Kauan Victor da Silva, 22 anos, natural de Anápolis, Goiás. Ele trabalhava como sushiman e foi para a Ucrânia em agosto de 2025 para atuar como voluntário na guerra. Três meses depois, em dezembro de 2025, Kauan foi morto em combate, quando, segundo informações, recolhia corpos de colegas falecidos.

O corpo de Kauan foi sepultado na Ucrânia. O Governo de Goiás, por meio do Gabinete de Assuntos Internacionais, informou que a família decidiu não transferir o corpo ou as cinzas, em respeito à vontade manifestada por Kauan ainda em vida. A data do sepultamento não foi informada, e a família aguarda a chegada de pertences que permanecem no local onde ele viveu nos últimos dias.

“A família está recebendo apoio do Gabinete e do Itamaraty e, no momento, aguarda apenas o retorno dos pertences de Kauan, que devem ser entregues ao setor consular do Itamaraty em Kiev nos próximos dias”, informou o governo de Goiás.

O que se sabe

  • Kauan Victor da Silva tinha 22 anos e morava em Anápolis (GO).
  • Ele trabalhava como sushiman em um restaurante da cidade.
  • Em agosto de 2025, chegou à Ucrânia para ser voluntário na guerra.
  • Três meses depois, em dezembro de 2025, foi morto em confronto; a informação da morte foi divulgada em 13/12.
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Kauan Victor tinha 22 anos quando se voluntariou para lutar na Guerra da Ucrânia

Brasileiros mortos na Ucrânia

Entre os brasileiros mortos estão Igor Monteiro de Oliveira, do Rio de Janeiro; Gabriel Pereira, de Minas Gerais; e Gustavo Viana Lemos, de Santa Catarina. A confirmação da morte ocorreu em julho de 2025.

Mais recentemente, o paulista Leonardo Ribeiro dos Santos, 33 anos, foi morto em dezembro após ser atingido por uma granada. Natural de Ilha Solteira (SP), ele trabalhava como eletricista e atuava como soldado em pelotões de estrangeiros que apoiam o exército ucraniano; foi atingido durante um ataque russo.

Já em 2024, o paranaense Murilo Lopes Santos, 26 anos, morreu após dois anos atuando em defesa da Ucrânia. Ele chegou ao país europeu em 3 de novembro de 2022, após se alistar voluntariamente.

O governo federal não detalha o nome de todos os brasileiros mortos. O Ministério das Relações Exteriores informou que não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros no exterior.

O Ministério das Relações Exteriores e o governo de Goiás passam a acompanhar de perto cada caso, reiterando que savem a sensibilidade e a dor de famílias afetadas por perdas tão distintas em meio ao conflito.

Para você, leitor, quais são as perguntas que surgem ao acompanhar casos de brasileiros no exterior envolvendo guerras? Deixe seu comentário com suas opiniões e perguntas sobre como os governos ajudam famílias e como a imprensa deve tratar esses relatos sensíveis.

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