Empresário acusado de matar idoso com voadora vai a júri nesta terça

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O juri popular do empresário Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, será realizado nesta terça-feira (13/1) no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, após pedido da defesa para a transferência do caso. A sessão pode se estender para o dia seguinte devido ao grande número de testemunhas.

A juíza Patrícia Álvares Cruz, da 4ª Vara do Júri, manteve a prisão preventiva de Tiago, justificando a necessidade da custódia pela violação do crime, pelo risco à ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal. A magistrada também rejeitou pedidos de substituição da prisão por medidas cautelares ou por prisão domiciliar.

O caso envolve o homicídio de Cesar Fine Torresi, de 77 anos, ocorrido no dia 8 de junho de 2024, em Santos. O aposentado caminhava pela Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, ao lado do neto de 11 anos, quando o veículo dirigido por Tiago, que seguia em alta velocidade, freou bruscamente para não colidir com as pessoas e, em seguida, avançou contra as vítimas.

Imagens de monitoramento mostram Tiago correndo em direção ao idoso e desferindo um chute frontal no tórax, conhecido como “voadora”, que fez a vítima cair desacordada. Com a queda, Cesar sofreu traumatismo craniano. Ele foi socorrido pelo Samu e levado à UPA, onde sofreu três paradas cardíacas; a morte foi constatada horas depois. O neto da vítima presenciou toda a agressão.

A sessão de julgamento contou com a análise de provas, depoimentos e observação de imagens. Tiago foi preso em flagrante pouco tempo após o crime. O promotor Fábio Perez Fernandez, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), afirmou que houve homicídio doloso qualificado, aumentando o potencial de condenação. O caso havia sido registrado inicialmente como lesão corporal seguida de morte, com pena prevista de 4 a 12 anos, mas o MPSP contestou essa classificação e passou a sustentar o homicídio doloso, cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão.

A reconstituição do crime ocorreu no local da agressão, ao lado do Shopping Praiamar, com a presença do acusado, do seu advogado e de representantes do Ministério Público, além de autoridades policiais. Dezenas de pessoas acompanharam o ato, que gerou protestos contra o empresário. Durante a reprodução dos fatos aos investigadores, Tiago chorou em vários momentos, chegou a se ajoelhar e pediu desculpas. Segundo a polícia, ele confessou a agressão no mesmo dia da reconstituição, alegando ter usado medicação prescrita por um psiquiatra. A defesa afirmou que houve um ataque de fúria após ser advertido pela vítima, versão contestada pelo MP, que vê motivação fútil e violência extrema.

O caso segue em andamento, com as investigações e o andamento do processo dependendo das próximas etapas da Justiça. A cobertura continuará destacando os desdobramentos, incluindo a data da sessão de julgamento e os depoimentos das testemunhas.

Este é um caso que envolve violência extrema e consequências graves para uma vítima de 77 anos, ressaltando a importância de análise cuidadosa de provas e do devido processo legal para definir se houve homicídio doloso qualificado e qual a pena aplicável.

Fique atento aos desdobramentos e compartilhe nos comentários a sua opinião sobre a atuação da Justiça neste tipo de caso e a sua visão sobre as mensagens que esse episódio transmite à cidade e aos moradores da região.

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