Venezuelana em Brasília faz relato chocante de como vivia no país

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Ao longo de 2025, aproximadamente 2 mil imigrantes buscaram apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) para recomeçar a vida na capital. A maior parte veio da Venezuela, com 868 venezuelanos, o que corresponde a 43,4% do total. O total de benefícios concedidos às famílias de refugiados venezuelanos foi de 676, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

Recomeço

A história de Maria, acolhida pelo DF, ilustra o caminho de recomeço. Ela passou pelo Creas Migrante e participou de programas como Prato Cheio e o auxílio-aluguel, recebendo ainda apoio psicossocial para superar traumas da violência doméstica. Maria e as filhas emigraram da Venezuela para o Brasil em 2023; após oito meses em um abrigo em Boa Vista (RR), o ex-companheiro as abandonou. Hoje, com as filhas, ela residiu no Brasil e não pretende retornar ao país de origem, reconhecendo que a vida no Brasil tem sido mais estável, apesar dos desafios.

A atuação pública não parou aí: Maria passou por um programa de atendimento e recebeu suporte de diversas iniciativas, que contribuíram para a sua independência. Ela chegou a viver em Itajaí (SC) com as filhos e hoje afirma que a vida no Brasil é tranquila e gratificante, graças aos apoios recebidos.

Venezuelanos

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, a maior parte dos migrantes venezuelanos que busca ajuda é formada por homens. Eles chegam com a expectativa de estabilizar a vida financeira e enviar dinheiro para a família na Venezuela, ou são pais e mães solos que fugiram de situações de violência doméstica. Em comum, apresentam baixo nível educacional e dificuldades econômicas no país de origem.

Os migrantes são atendidos conforme critérios e disponibilidade orçamentária. Quando há recursos, são cadastrados em benefícios, como o Prato Cheio, e encaminhados para outras políticas públicas de saúde, trabalho e áreas afins. A língua e o preconceito aparecem como grandes desafios, e muitos enfrentam dificuldades para inserção no mercado de trabalho. Para ajudar, a pasta encaminha o grupo ao Renova DF, por exemplo.

A barreira da língua, o preconceito e a xenofobia dificultam a integração. Mesmo assim, a rede pública busca reduzir essas dificuldades por meio de acolhimento, orientação e oportunidades de emprego, promovendo a inclusão de quem chega ao Distrito Federal.

Em resumo, o DF atua para oferecer acolhimento e oportunidades a refugiados e imigrantes venezuelanos, combinando apoio financeiro, assistência psicossocial e encaminhamentos para serviços públicos. Ainda há desafios de educação, idioma e inserção no mercado de trabalho, mas os programas existentes visam permitir uma vida estável e digna para quem busca uma nova vida no Brasil.

E você, quais são suas impressões sobre a atuação do DF no acolhimento de migrantes venezuelanos? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre como melhorar a integração e as políticas públicas para quem procura uma vida mais estável no Brasil.

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