Aldeia cristã na Nigéria foi alvo de um ataque de milícias Fulani na noite de sábado (10 de janeiro) e na madrugada de domingo, deixando 10 cristãos mortos em quatro aldeias da região central. As comunidades na Área de Governo Local de Donga, no estado de Taraba, atingidas foram Iornem, Kyahar, Uhula e Samgambe. Segundo Orlaer William, morador local, as milícias incendiaram casas e continuam a atacar aldeias próximas, sem intervenção das autoridades.
O conjunto de aldeias fica a cerca de oito quilômetros da cidade de Donga. William afirmou que ainda não houve intervenção de forças de segurança e que as vítimas ficaram desprotegidas, à mercê da violência. Moradores confirmaram os ataques e apelaram por orações e ajuda humanitária.
No contexto, os Fulani representam milhões de pessoas em várias linhagens, e parte de seus membros adota uma ideologia islâmica radical. O relatório do APPG (Parlamento Britânico) de 2020 aponta que o grupo utiliza táticas semelhantes às do Boko Haram e do ISWAP e busca atacar cristãos e símbolos da identidade cristã. A Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2025 classifica a Nigéria como um dos 50 países mais perigosos para cristãos, ocupando o sétimo lugar, com 3.100 das 4.476 mortes por fé ocorrendo ali.
A violência se espalha para o sul, com o surgimento do grupo jihadista Lakurawa, ligado ao Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), originário do Mali. Grupos como Boko Haram e ISWAP continuam atuando no Norte, onde o controle do governo federal é fraco e os sequestros por motivação religiosa aumentam, conforme a LMP.
A LMP 2025 reforça que a Nigéria está entre os países com maiores violações de liberdade religiosa. O que você acha que pode ser feito para proteger comunidades cristãs e promover a paz na região? Deixe sua opinião nos comentários.

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