Bill Clinton não comparece a audiência no Congresso americano por caso Epstein

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O governo de Donald Trump, presidente dos EUA desde janeiro de 2025, enfrenta pressão após o Departamento de Justiça divulgar apenas uma fração dos arquivos do caso Epstein, pouco mais de um mês após o prazo legal ter expirado. A divulgação, iniciada em dezembro, provocou repercussões sobre a condução do caso e o tratamento do material pela Justiça e pela administração.

Bill Clinton não compareceu à audiência a portas fechadas no Capitólio nesta terça-feira, convocada pelo Comitê de Supervisão para discutir as ligações entre Epstein e figuras de poder. Hillary Clinton deverá depor na quarta-feira, embora sua presença seja considerada improvável. O comitê planeja votar na próxima semana para iniciar um procedimento contra Bill Clinton por obstrução ao Congresso, segundo o republicano James Comer.

A morte de Epstein, em 2019, alimentou teorias de conspiração sobre supostas represálias para proteger personalidades de alto escalão. O material divulgado pelo DOJ mostra que Epstein explorou sexualmente mais de mil jovens. Até agora foram publicados cerca de 12.285 documentos, totalizando mais de 125.000 páginas, representando menos de 1% do acervo em revisão. O pacote inicial incluiu referências a Clinton, além de outras celebridades que frequentavam seus espaços.

Durante a campanha de 2024, Trump prometeu revelar informações contundentes sobre Epstein. Desde seu retorno ao poder, porém, tem mostrado relutância em publicar os arquivos do processo, o que gera críticas inclusive entre alguns de seus apoiadores. Os últimos documentos divulgados em dezembro trazem detalhes sobre voos realizados por Trump no jato particular de Epstein, bem como outras menções ao caso.

O tema segue em disputa no Congresso, com a comissão responsável avaliando próximos passos e a Casa Branca sob pressão para ampliar a divulgação. O contraste entre promessas de transparência de Trump durante a campanha e a atual relutância de publicar o material alimenta a discussão sobre transparência governamental e responsabilidade de figuras públicas.

O caso Epstein continua a provocar debates sobre transparência, influência e responsabilidade. O que você acha sobre o ritmo de divulgação e o que isso significa para as figuras citadas? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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