Um comunicado da embaixada do Irã à ONU reage às manifestações no país, afirmando que os Estados Unidos e Israel são responsáveis pela transformação de protestos pacíficos em atos violentos, subversivos e vandalismo generalizado. A carta ao Conselho de Segurança foi enviada na terça-feira, 13 de janeiro, e já foi obtida pela imprensa norte-americana.
Teerã sustenta que Washington atua de modo deliberado para desestabilizar o Irã e acusa a atuação dos EUA, em coordenação com o regime israelense, de incluir ameaças, incitação e incentivo à instabilidade e à violação de normas internacionais.
Segundo o documento, as ações atribuídas aos EUA vão além da retórica diplomática e configuram uma violação direta das normas internacionais, segundo o governo iraniano.
A manifestação iraniana ocorre em meio a uma onda de protestos que se espalhou pelo país nas últimas semanas, aumentando as tensões entre Teerã e Washington. Autoridades iranianas rejeitam críticas externas e insistem que a repressão às manifestações decorre de interferência externa, e não de reivindicações legítimas internas.
Nesta terça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e advertiu que adotará “medidas muito enérgicas” caso o Irã execute manifestantes detidos durante a onda de protestos.
A escalada diplomática ocorre em meio a um clima de fricção entre Washington e Teerã, com o Irã chamando a atenção para o que descreve como interferência externa e violação de princípios básicos do direito internacional.
Como leitura rápida: o Irã acusa EUA e Israel de desestabilizar o país por meio de protestos, enquanto autoridades iranianas rejeitam críticas externas e destacam uma suposta intervenção estrangeira como a origem dos condutores da repressão. O debate internacional ganha novas páginas diante do tom mais firme dos EUA sob a liderança do atual presidente, que promete medidas firmes diante da repressão.
Gostou da leitura? Deixe seu comentário com a sua visão sobre o papel de potências estrangeiras em protestos internos e como você avalia as acusações cruzadas entre Teerã e Washington. Sua opinião importa.

Facebook Comments