Uma explosão de gás durante as comemorações de casamento em Islamabad, Paquistão, deixou pelo menos oito cristãos mortos, incluindo recém-casados, e mais de uma dúzia feridos. O acidente ocorreu na madrugada de 11 de janeiro em uma casa de família na capital e causou o desabamento parcial da residência, além de danos a várias casas vizinhas. Autoridades afirmam que 19 pessoas foram retiradas dos escombros.
A explosão ocorreu por volta das 7h15 no Setor G-7/2, um bairro residencial próximo ao centro, quando parentes dormiam após o término das festividades. O desabamento parcial prendeu convidados que dormiam e provocou ondas de choque na localidade. Equipes de ambulância, polícia e bombeiros atuaram com maquinário pesado para evitar soterramentos maiores. Os feridos foram levados para o Instituto de Ciências Médicas do Paquistão (PIMS) e para o Hospital da Capital, com muitos ainda em estado grave à noite.
Entre as vítimas estavam os noivos, Sharoon Hanif e Mehak Masih, além de parentes próximos e vizinhos. Segundo familiares, a festa chegou de Gujrat na noite de sábado e uma recepção estava planejada para o domingo; a explosão atingiu famílias que permaneceram expostas ao gás durante a noite, e pela manhã alguém acendeu um fósforo, provocando o acidente.
As autoridades apontaram um vazamento de gás de um cilindro de GLP como provável causa. O Comissário-Chefe de Islamabad e o Vice-Comissário-Adjunto disseram que uma investigação completa foi iniciada para entender como o gás se acumulou na casa e por que as medidas de segurança falharam. Cilindros de GLP são amplamente utilizados em áreas urbanas paquistanesas e o risco aumenta com ventilação inadequada, sobretudo no inverno.
Líderes nacionais expressaram pesar pela tragédia. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif divulgou condolências às famílias enlutadas e orientou as autoridades de saúde a oferecer o melhor atendimento aos feridos. O presidente Asif Ali Zardari descreveu o incidente como “trágico e profundamente angustiante” e pediu fiscalização mais rígida das normas de segurança de gás. O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, também manifestou pesar e exigiu responsabilização.
Este episódio evidencia os riscos associados ao uso de cilindros de GLP em áreas urbanas paquistanesas, especialmente no inverno, quando as moradias costumam ficar mais herméticas. O caso reabre o debate sobre normas de segurança, ventilação adequada e fiscalização de equipamentos. O que você acha das medidas de prevenção de acidentes em residências que utilizam GLP? Compartilhe seus comentários e opiniões abaixo.

Facebook Comments