“Leva e traz” na Papuda: advogada fake é indiciada por organização criminosa

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Denunciada pela PF, Tatiane da Silva Alves Ferreira, 37 anos, integrava o esquema de “leva e traz” na Papuda e se passava por advogada, ostentando uma vida de luxo nas redes sociais. A Polícia Federal indiciou a falsa advogada por promoção de organização criminosa.

Bacharel em direito, Tatiane fez a prova da OAB e entrou com processo para mudança de nota, o que foi recusado pela Justiça. Embora não pudesse atuar como advogada, Tatiane se apresentava como tal e enganava clientes.

As investigações apontam que Tatiane auxiliava na comunicação entre membros da facção Bonde do Maluco (BDM) com Jackson Antônio de Jesus Costa, líder da organização preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele é apontado pela morte do policial federal Lucas Caribé, em 2023, e sua atuação ganhou fôlego após a Operação Cravante de 2024, ampliando a rede criminosa.

O relatório da PF também cita Erica Priscilla da Cruz Vitorino, apontada como “gerente do tráfico” e namorada de Marlos Araújo Souza, conhecido como “Bolão”, líder da facção. Erica foi indiciada por facilitar a comunicação entre os líderes da organização e Jackson, e chegou a ser presa em Serrinha, na Bahia, em outubro de 2024. Hoje responde ao crime em liberdade.

Além disso, a PF aponta que Erica utilizava o perfil “Deus de Israel” para esconder a identidade e atuava como gerente de operações no tráfico, envolvendo-se com drogas e comércio ilegal de armas. Ela tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e venda ilegal de armas.

No total, outras oito pessoas, entre advogados envolvidos, respondem ao processo, com quatro advogados e um estagiário tendo o direito de atuar suspenso. O caso tramita em segredo no Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

Tatiane, que se apresentava nas redes sociais com roupas de luxo, foi identificada em conversas e contatos com Erica. A OAB foi acionada, mas não se pronunciou até a última atualização, e Tatiane permanece sem localização pela reportagem.

Advogada “gerente do tráfico” liderava a comunicação entre membros da facção Bonde do Maluco (BDM) e Jackson Antônio de Jesus Costa, líder da organização, preso na Papuda. Erica foi indiciada pela PF por facilitar a comunicação entre líderes e membros soltos, atuando como ponte entre a Bahia e o Distrito Federal.

Ex-mulher de policial e com passagens por tráfico de drogas e comércio ilegal de armas, Erica também teve prisão decretada em Serrinha (BA) em outubro de 2024. Ela responde ao crime em liberdade e usava nomes de perfil para esconder a identidade, como “Deus de Israel”.

Além de Tatiane e Erica, o processo envolve advogados que ajudavam na comunicação entre líderes e detentos. Diversas diligências resultaram em suspensões de direito de advogar; o caso segue no TJDFT, com sigilo de parte das informações.

Galeria: imagens relacionadas

Gostou do resumo? Deixe sua opinião nos comentários sobre o caso e como você vê a atuação de beneficiários de funções legais em redes criminosas. Sua leitura ajuda a entender um tema complexo com mais clareza.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

QG de Lulinha em Brasília é mansão usada por sócia do Careca do INSS

Filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, costuma se hospedar em uma mansão no Lago Sul, Brasília, alugada pela...

Com mudança na Justiça, governo Lula completa 15 trocas de ministros

Mudanças ministeriais no governo Lula 3 marcam reorganização da Esplanada Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)...

Polícia Civil cumpre mandado em Ondina contra fotógrafo investigado por pornografia sem consentimento

A residência de um fotógrafo no bairro de Ondina, em Salvador, foi alvo de busca pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (13),...