Mesmo eliminado da Copa São Paulo de Futebol Júnior após empate por 3 a 3 com o Palmeiras e derrota nos pênaltis por 3 a 2, na Arena Barueri, em um jogo marcado por grandes erros de arbitragem, o Vitória saiu da Copinha com um discurso de valorização do trabalho de base e projeção de jovens atletas para o elenco profissional.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o gerente da base rubro-negra, Ricardo Amadeu, evitou declarações contra a arbitragem da partida e preferiu destacou o desempenho da equipe diante do Palmeiras, “a maior base do Brasil”, segundo avaliação do diretor.
“Nossa ênfase não tem que ser na arbitragem. Os erros aconteceram. Todo mundo sabe, todo mundo viu, mas temos que enaltecer o trabalho da comissão. Os meninos fizeram um jogo de igual para igual contra a maior base do Brasil. Nosso foco tem que ser reconhecer que a base do Vitória, mesmo que devagar, está caminhando para frente e sendo resgatada. É mais sobre isso do que sobre arbitragem”, afirmou.
No tempo regulamentar, o Vitória chegou a ficar à frente do placar em duas oportunidades. Após Victor Gabriel abrir o placar para o Palmeiras, Hiago empatou e Gean virou para o Leão. Juan Gabriel deixou tudo igual novamente antes de Alejandro fazer o terceiro gol rubro-negro e, já na reta final, Victor Gabriel voltou a empatar.
A partida ficou marcada por um gol palmeirense em posição irregular e por um pênalti convertido por Gean que não foi validado pela arbitragem, mesmo após a bola ultrapassar a linha, em um torneio que não conta com o auxílio do VAR.
Para Ricardo Amadeu, o desempenho apresentado diante do Palmeiras foi um dos pontos altos da competição e ajudou a evidenciar o potencial do grupo.
“O jogo do Vitória contra o Palmeiras foi o melhor jogo da Copa São Paulo até agora. Estivemos em uma sede ruim, com um campo ruim, que resultou em um jogo mais físico e aí quando a gente vai para um campo bom, como a Arena Barueri, a gente consegue mostrar mais”, avaliou.
DE OLHO NO BAIANÃO
Com a eliminação, o clube agora volta as atenções para o aproveitamento dos destaques da Copinha no elenco alternativo que disputa o Campeonato Baiano. Ao todo, nove atletas já treinam com o técnico Rodrigo Chagas, em um movimento que, segundo a diretoria, já estava planejado antes mesmo do fim da competição.
Passam a integrar o grupo do Baianão o goleiro Ezequiel, os laterais-direitos Emerson Buiu e Gean, o lateral-esquerdo Kauan Vitor, os volantes Cauan Farias, Luís Aucélio e Nico, o meia Alejandro Almaraz e o centroavante Emanuel. Entre eles, Almaraz foi um dos destaques da campanha, com dois gols marcados.
“Valorizamos o desempenho desses atletas na Copinha e a base do Vitória vem se reconstruindo. Esses jogadores já estavam pré-alinhados com a direção do futebol profissional e já se apresentaram para compor o elenco”, explicou Amadeu.
POUPAR FOI ESTRATÉGIA
Ricardo Amadeu também explicou decisões tomadas durante a campanha, como a escolha de poupar o time titular na última rodada da fase de grupos, contra o Flamengo de Guarulhos, quando o Vitória perdeu por 1 a 0 e ficou definido que encararia o Palmeiras, já no primeiro mata-mata da competição.
“Estava no planejamento. Nós estávamos classificados e viemos para oportunizar todos os meninos. Conseguimos isso e aproveitamos que tínhamos sete jogadores pendurados e poderemos ficar sem ele na fase de mata-mata. Sabendo do risco e sabendo que fizemos um bom jogo contra o Flamengo de Guarulhos. Os caras chegaram em nosso gol e fizeram. Futebol é isso”, concluiu.
Com dois empates sem gols nas primeiras rodadas do Campeonato Baiano e já com os jogadores da Copinha no plantel, o Vitória volta a campo neste domingo (18), às 16h, contra o Porto, no Estádio Agnaldo Bento, em Porto Seguro. Na sequência, o Rubro-Negro encara a Juazeirense, na quarta-feira (21), às 19h15, no Barradão.

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