Secretário de Ibaneis também articulou transferência de Bolsonaro

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Ex-presidente Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Transferência de Bolsonaro para a Papudinha ganhou contornos políticos após ações do secretário da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, ligado ao Republicanos. Segundo informações de membros do STF, Rocha manteve contato direto com o ministro Alexandre de Moraes nos últimos dias, buscando apresentar a Papudinha como opção de custódia para o ex-presidente em detrimento da Superintendência da Polícia Federal, onde ele estava detido. A relação entre Moraes e Rocha remonta ao governo Temer, quando ambos ocupavam cargos no Executivo.

Rocha atuou ainda para convencer Moraes de que a Papudinha oferecia melhores condições de acomodação. Ele articulou junto à Secretaria de Administração Penitenciária a mobília da sala destinada a Bolsonaro na Papudinha, incluindo cama de casal, geladeira, TV e ar-condicionado.

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O chefe da Casa Civil do DF teria ajudado a convencer Moraes de que a Papudinha seria o espaço mais adequado para a transferência, em vez de manter Bolsonaro na unidade de custódia da PF. Além disso, Rocha coordenou com a Secretaria de Administração Penitenciária a mobília da sala onde o ex-presidente ficaria instalado na Papudinha.

Segundo bolsonaristas, o secretário também manteve contato com Michelle Bolsonaro, intermediando o contato com Moraes. Michelle foi recebida pelo ministro em seu gabinete na quinta-feira (15/11). Além de Rocha, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também atuou pela transferência. Em 14 de janeiro, Tarcísio ligou para ao menos dois ministros do STF para tratar do assunto.

Esses desdobramentos destacam a atuação de diferentes esferas do poder na decisão sobre onde Bolsonaro deverá cumprir pena, com a Papudinha sendo apresentada como alternativa viável por parte de aliados políticos e autoridades do judiciário.

O episódio evidencia a complexa rede de contatos entre autoridades, partidos e familiares na condução de questões de alto perfil institucional, com impactos diretos sobre a custódia do ex-presidente e a comunicação entre os Poderes.

E você, o que pensa sobre esse movimento político-institucional em torno de uma decisão de custódia? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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