Mercosul e União Europeia assinam neste sábado, em Assunção, o acordo de livre comércio após 25 anos de negociações, em cerimônia no Gran Teatro José Asunción Flores. O pacto transformará a região na maior zona de livre comércio do mundo por população, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e com peso econômico de aproximadamente US$ 22 trilhões.
A cerimônia terá início ao meio-dia, com o Paraguai como anfitrião, Peña, presidente da presidência rotativa do Mercosul, e Ursula von der Leyen liderando a delegação europeia. A lista oficial de presenças inclui Argentina (Javier Milei), Uruguai (Yamandú Orsi), Panamá (José Raúl Mulino) e Bolívia (Rodrigo Paz). O Panamá ingressou recentemente como Estado associado e a Bolívia está no processo de adesão pleno; o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, é o único ausente entre os fundadores.
O tratado prevê a eliminação gradual das tarifas sobre cerca de 90% das exportações entre o Mercosul e a UE, com salvaguardas para evitar desequilíbrios de preço. No lado sul-americano, o agronegócio deve ganhar fôlego, enquanto na Europa a indústria terá maior acesso, estimulando investimentos e novas parcerias.
A trajetória do acordo começou em 1999; um acordo político foi fechado em 2019 e, após a inclusão de um anexo ambiental e ajustes em áreas como compras governamentais, a negociação foi concluída em 6 de dezembro de 2024. Na UE, o texto obteve apoio de 21 dos 27 Estados-membros, com França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria votando contra e Bélgica abstendo-se.
A entrada em vigor não será automática: será necessária a ratificação nos parlamentos de ambos os lados do Atlântico. Apesar de o Brasil ter liderado as negociações, a presença de Lula no evento não está confirmada, com fontes oficiais atribuindo a agenda distinta à ausência.
Para o Brasil, o acordo com a UE representa ampliar o comércio, criar empregos e atrair investimentos, fortalecendo setores como o agronegócio, a indústria e os serviços. Em um contexto de protecionismo e tensões geopolíticas, o acordo marca uma mudança relevante na agenda econômica global.
O que você pensa sobre esse marco histórico entre Mercosul e UE? Deixe seu comentário com suas opiniões sobre os impactos econômicos, trabalhistas e ambientais previstos para a região.

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