Canais estatais do Irã são hackeados e apoiam protestos while governo acusa EUA
Canais de televisão estatal do Irã foram hackeados neste domingo (18/1), abrindo espaço para mensagens de apoio aos manifestantes que tomam as ruas desde o fim de 2025, além de expressar respaldo ao governo dos EUA e ao príncipe herdeiro Reza Pahlavi. O incidente ocorreu sem confirmação oficial das autoridades.

Mesmo com a interrupção da Internet em várias regiões, imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a programação de algumas emissoras sendo interrompida. Entre os vídeos divulgados por hackers, há trechos que supostamente exibem o Xá Mohammad Reza Pahlavi incitando os protestos.
A onda de protestos no Irã começou em 28 de dezembro, em Teerã, e rapidamente se espalhou por outras regiões. As principais reivindicações giram em torno da crise econômica iraniana, com mais de 24 mil pessoas presas até o momento, conforme indicam dados não oficialmente confirmados pelas autoridades.
Na visão do governo, liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, os atos visam desestabilizar o país. Autoridades iranianas também acusam os Estados Unidos de financiar manifestantes, em meio a um contexto em que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou intervir caso manifestantes fossem mortos — posição que recuou posteriormente.
Desfechos e números de direitos humanos Segundo a organização Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRA), 3.919 pessoas morreram nos últimos 22 dias, sendo 3.685 manifestantes. Além disso, >24 mil foram presas durante os protestos. Os números não foram oficialmente confirmados por Teerã, mas destacam a gravidade da crise social no país.
A crise econômica permanece como eixo central das demandas, enquanto o governo atribui os protestos a forças externas com o objetivo de desestabilizar o Irã. A situação continua tensa, com desdobramentos políticos, econômicos e de segurança que afetam moradores de diversas regiões do país.
Curioso para entender o que acontece agora no Irã? Deixe sua opinião nos comentários: você acredita que as pressões internas podem levar a mudanças políticas ou econômicas significativas? Compartilhe sua leitura sobre o que está por vir.

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