A Polícia Federal aponta que Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel, tem vínculos com o PCC e fez publicações com apologia à facção criminosa nas redes sociais, segundo inquérito em curso. O suspeito é namorado da delegada Layla Lima Ayub, também acusada de ligações com o crime organizado, e foi alvo de prisão na operação em curso.
No material apurado pela PF, Dedel aparece em posts com símbolos do PCC, inclusive o sinal com os dedos conhecido como “Tudo 3”, referência às três letras da facção. Também foram identificadas publicações com o símbolo Yin e Yang, desenhos de palhaços, armas e músicas que elogiam o crime organizado.
Dedel tem 29 anos e já havia sido preso em 2021, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), por ampliar a atuação do PCC no Norte do país. Em 2023, ele foi preso novamente após fugir do regime semiaberto, e na última sexta-feira (16/1) foi preso pela terceira vez. A PF instaurou que ele deixou Marabá, no Pará, sem autorização judicial, violando a liberdade condicional.
Segundo as autoridades, Dedel planejava transferir-se para São Paulo para morar com Layla Ayub, que também foi presa na operação. O casal foi detido em uma pensão, após investigações sobre ligações entre Dedel e a liderança do PCC na região Norte.
Layla Lima Ayub foi presa na mesma operação, ainda que tenha tomado posse como delegada em São Paulo no dia 19 de dezembro de 2025 e iniciado a formação na Acadepol. Em 28 de dezembro, mesmo já em cargo, atuou como advogada de quatro presos do Comando Vermelho em uma audiência de custódia no Pará. A promotoria a acusa de ligação com o PCC e de ajudar na lavagem de dinheiro; ela teve nova audiência de custódia em 17 de janeiro e permanece presa após a decisão da Justiça.
O pedido de prisão descreveu a ação como audaciosa, por ter Dedel descumprido as condições da liberdade condicional e por indicar um movimento estruturado para consolidar a atuação criminosa na região Norte e em conexão com São Paulo.
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O caso continua em andamento, com desdobramentos sobre possíveis ligações entre Dedel e a liderança do PCC, além de novos desdobramentos sobre Layla Ayub e seu papel na segurança pública. Como você vê o impacto dessas acusações na confiança da população nas instituições e na atuação policial? Compartilhe sua visão nos comentários.

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