O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou nesta segunda-feira (19) que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pressionaram membros do Tribunal de Contas da União para reverter a decisão do Banco Central que liquidou o Banco Master.
Em entrevista à GloboNews, Calheiros disse ter recebido informações sobre as pressões para influenciar o processo da Corte de Contas que analisa a atuação do BC no caso Master, sem detalhar como teriam ocorrido.
“Tenho informações de que o atual presidente da Câmara e o ex-presidente da Câmara pressionaram e continuam pressionando um setor do TCU para que o Tribunal liquide a liquidação”, afirmou.
Após ser citado, Lira se pronunciou e classificou a acusação como “fake news” de um de seus adversários políticos.
“Tem se especializado em criar fake news e atacar sem provas seus adversários. Além disso, usa assuntos sérios de forma leviana para chantagear o governo, o parlamento e tentar limpar a própria biografia, muito manchada por malfeitos”, indicou.
O juiz Scott M. Grossman, da Corte de Falências do Distrito Sul da Flórida, reconheceu oficialmente o processo de liquidação judicial do Banco Master, atendendo integralmente ao pedido da EFB Regimes Especiais de Empresas, a liquidante nomeada pelo Banco Central do Brasil, e determinou o bloqueio dos ativos do grupo Master nos Estados Unidos. A medida se estende às empresas controladas: Banco LetsBank S.A., Banco Master de Investimento S.A. e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, conforme a ordem de inibição.
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