O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) comentou a mobilização “caminhada pela liberdade”, anunciada pelo colega Nikolas Ferreira (PL-MG) na segunda-feira, 19 de janeiro, dizendo que a ação lembra as marchas históricas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e defende a prisão domiciliar de Bolsonaro para pressionar o país.
Correia afirmou que a encenação de peregrinar 200 km para sensibilizar o país não deve funcionar e funciona apenas como cortina de fumaça para esconder crimes. Além disso, disse que parece haver inveja do MST, que promoveu grandes marchas pela democratização da terra e pela justiça social no campo.
Entre 1997 e 2018, o MST realizou quatro marchas históricas pelo Brasil. Em 1997, a Marcha Nacional por Emprego, Justiça e Reforma Agrária reuniu cerca de 100 mil pessoas em Brasília, um ano após o Massacre de Eldorado dos Carajás. Em 1999, a Marcha Popular pelo Brasil percorreu mais de 1.600 quilômetros em resposta às políticas neoliberais do governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2005, a Marcha Nacional pela Reforma Agrária levou cerca de 12 mil trabalhadores a Brasília para cobrar o cumprimento do Plano Nacional de Reforma Agrária. A mais recente ocorreu em 2018, com a Marcha Nacional Lula Livre, que reuniu cerca de 5 mil camponeses em defesa da liberdade do ex-presidente Lula e da retomada da democracia.
A Caminhada pela Liberdade de Nikolas Ferreira deve percorrer mais de 200 km, ligando Paracatu (MG) a Brasília (DF). A previsão de chegada é para o próximo domingo, 25 de janeiro, quando deve ocorrer uma manifestação na capital organizada pelo parlamentar. O movimento conta com o apoio de aliados, como o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e o deputado André Fernandes (PL-CE), que também participam da caminhada, além de outros políticos que demonstram apoio.
Como você percebe esse tipo de mobilização? Deixe sua opinião nos comentários para a gente entender diferentes perspectivas sobre o tema e o impacto dessas ações na política nacional.

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