Donald Trump confirmou nesta terça-feira (20) a presença do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no Conselho da Paz e disse que gosta muito dele, esperando que tenha um grande papel no projeto voltado à Faixa de Gaza. A declaração foi dada ao fim de um balanço do primeiro ano do seu segundo mandato. O Palácio do Planalto ainda não informou se Lula aceitará o convite.
O Conselho da Paz tem como objetivo discutir a reconstrução da Faixa de Gaza após o conflito com Israel. Entre as propostas está a criação de um comitê technocrata palestino para administrar provisoriamente o território e um conselho executivo com papel consultivo, segundo as informações discutidas pelo grupo.
Entre os convocados estavam: Marco Rubio; Steve Witkoff; Jared Kushner; Tony Blair; Marc Rowan; Ajay Banga e Robert Gabriel. O convite já havia sido adiantado pela Jovem Pan. A Casa Branca enviou uma carta-convite à Embaixada do Brasil em Washington. Lula ainda não respondeu ao convite; em tom irônico, o presidente brasileiro afirmou que Trump quer “governar o mundo pelo Twitter”.
O ingresso no Conselho da Paz pode ter custos elevados. Na terça-feira (19), Trump declarou que pretende que os países participantes paguem US$ 1 bilhão por vaga, conforme estatutos a que a AFP teve acesso. O objetivo, segundo ele, é criar uma espécie de “ONU Paralela” para promover a estabilidade global.
Apesar de elogiar o potencial da ONU, Trump disse que não depende da organização e que, na prática, resolveu várias guerras por conta própria. A ideia é manter a iniciativa da Paz como uma estrutura separada, com foco em ações rápidas e políticas próprias para a região.
Lula reagiu, de modo crítico, à proposta, destacando a ideia de que Trump quer governar o mundo por meio de plataformas como o Twitter. O brasileiro ainda não confirmou a adesão, e o tema segue sem resposta oficial.
A situação pode redefinir as relações entre Washington e Brasília e impactar a abordagem da reconstrução da Faixa de Gaza. O tema está em aberto e merece atenção dos leitores: como você vê a ideia de um Conselho da Paz com participação internacional? Compartilhe sua opinião nos comentários.

Facebook Comments