Defesa pede regime aberto para chefão da metanfetamina preso em SP

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Defesa de Zheng Xiao Yun busca regime aberto após condenação por tráfico em SP


A defesa de Zheng Xiao Yun, também conhecido como Marcos Zheng, pediu à Justiça de São Paulo a progressão para o regime aberto do empresário chinês, preso desde dezembro de 2024. Ele é apontado como um dos chefões de uma quadrilha internacional responsável pela fabricação e venda de metanfetamina em São Paulo.

O caso envolve a operação Heisenberg, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular uma quadrilha formada por traficantes chineses, mexicanos e nigerianos que dominavam o mercado da droga na capital paulista, com venda de metanfetamina em hotéis e motéis da cidade.

O empresário ficou detido provisoriamente a partir de 19 de dezembro de 2024 e foi levado para a Penitenciária de Itaí, no interior. Em 14 de fevereiro, a detenção foi convertida em preventiva. Em 6 de outubro, ele foi condenado em primeira instância a quatro anos, quatro meses e 15 dias de prisão por tráfego de drogas e associação para o tráfico. Logo depois, foi transferido para o CDP I de Guarulhos e, em 13 de janeiro deste ano, para a Penitenciária II “Adriano Marrey”, também em Guarulhos.

Embora a sentença indique regime fechado, o tempo já cumprido pode permitir o regime semiaberto, com a defesa argumentando que Zheng já teria cumprido o necessário para progredir. A defesa sustenta que a progressão já é devida e contesta a necessidade de novas etapas.

Recentemente, o habeas corpus foi negado pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin. O mérito do recurso ainda depende de análise pela Quinta Turma da Corte, com a ministra Maria Marluce Caldas como relatora.

Para a progressão, o juiz Oto Sérgio Silva de Araújo Júnior exige que Zheng passe por um exame criminológico, com laudos psicológicos e sociais para avaliar a aptidão de conviver novamente em sociedade. A defesa contesta o requisito, citando o princípio da não autoincriminação, já que o réu recorre da sentença. O juiz pediu 60 dias para aplicar o exame, o que pode inviabilizar a progressão. A defesa pediu dispensa do exame ou que ele seja feito em até 72 horas; caso seja indispensável, pediu para aguardar em prisão domiciliar.

Marcos Zheng é um dos líderes da Associação Chinesa do Brasil e, no passado, teve encontros no Palácio dos Bandeirantes com banqueiros e empresários e com o então governador Geraldo Alckmin. Em 2020, ele foi preso com armas de grosso calibre e uma carga de 15 mil testes de Covid roubados no Aeroporto de Guarulhos. A Justiça o condenou a nove anos nesse caso, embora não tenha provado o roubo; ainda assim, a carga de testes sem origem foi associada à venda de produtos de origem fraudulenta, abrindo caminho para o novo caso de tráfico.

Caso haja necessidade do exame criminológico, a defesa solicitou à Justiça que Zheng possa aguardar a decisão em prisão domiciliar até a conclusão do processo.

E você, o que acha da possibilidade de Zheng avançar para o regime aberto? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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