O empresário Sérgio Nahas, 61 anos, foi preso na Praia do Forte, Bahia, no mesmo local onde passou a lua de mel com Fernanda Orfali há mais de 20 anos. A prisão ocorreu pelo homicídio da esposa, registrado em 17 de janeiro.
Um vídeo que circula nas redes mostra Nahas sendo identificado por uma câmera de reconhecimento no local. A Polícia Militar da Bahia informou ainda que foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares e um Audi usados pelo empresário.
Fernanda Orfali, 28 anos, foi morta com um tiro no peito no apartamento do casal em Higienópolis, bairro caro da região central de São Paulo, em setembro de 2002. O crime ocorreu há 23 anos. A arma, sem registro, pertencia ao empresário.
Segundo a investigação, Fernanda teria descoberto que Nahas consumia cocaína e a traía com travestis. Por essa razão, o crime foi atribuído ao empresário, que alega ter ouvido um disparo vindo do closet e ter encontrado a esposa agonizando. Ele disse que a mulher, deprimida, cometeu suicídio, mas foi acusado de homicídio doloso.
Conforme o registro, o caso só foi levado a julgamento em 2018, 16 anos após o crime. Nahas foi considerado culpado de homicídio simples e condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto. O Ministério Público de São Paulo recorreu e, em segunda instância, a pena foi redimensionada para 8 anos e 2 meses, em regime inicial fechado, decisão que foi mantida pelo STJ e pelo STF.
A pena aplicada é quase três vezes menor do que o tempo decorrido do processo, período em que ele respondeu em liberdade. Após o trânsito em julgado, houve mandado de prisão expedido sete meses depois, e Nahas era considerado foragido até ser capturado na Praia do Forte — o mesmo local onde passou a lua de mel com Fernanda.
O Metrópoles não localizou a defesa de Nahas até a publicação desta reportagem.
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Relembre o crime
- Sérgio Nahas matou a esposa, Fernanda Orfali, de 28 anos, com um tiro no peito.
- O homicídio ocorreu em setembro de 2002 no apartamento do casal, em Higienópolis, bairro caro da região central de São Paulo.
- A arma do crime, sem registro, pertencia ao empresário.
- Segundo a investigação, Fernanda teria descoberto que o marido era usuário de cocaína e a traía com travestis. Por isso, o crime foi atribuído a Nahas.
- O empresário alegou que houve disparo vindo do closet e que encontrou a esposa agonizando; ele afirmou que a mulher era depressiva e que houve suicídio, mas foi condenado por homicídio doloso.
Condenação e desfecho processual
O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu apenas em 2018, 16 anos após o crime. Nahas foi considerado culpado de homicídio simples e recebeu sete anos de prisão em regime semiaberto. O Ministério Público recorreu e, em segunda instância, a pena foi fixada em 8 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial fechado, decisão mantida pelo STJ e pelo STF.
A pena aplicada fica quase três vezes menor do que o tempo decorrido do processo, período em que ele respondeu em liberdade. Após o trânsito em julgado, houve mandado de prisão expedido sete meses depois, e Nahas foi considerado foragido até ser capturado na Praia do Forte — o mesmo local de sua lua de mel.
O Metropoles não localizou a defesa de Nahas até a publicação desta reportagem, e o espaço para manifestação permanece aberto.
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