O território autônomo Groenlândia, rico em petróleo, gás natural e minerais, é visto como estratégico para a segurança nacional dos Estados Unidos. Em entrevista à CNBC, na quarta-feira (21), o presidente Donald Trump afirmou que negocia com a Otan um acordo que incluiria direitos de mineração para Washington e seus aliados europeus, além da cooperação na construção do sistema antimísseis Domo de Ouro. A Groenlândia pertence à Dinamarca, mas opera com restrições locais à exploração, o que torna as negociações complexas.
Ainda na mesma entrevista, Trump não detalhou as tratativas, limitando-se a dizer que as negociações são complexas e envolvem também a cooperação no Domo de Ouro — um sistema de defesa que ele compara à tecnologia de ponta disponível hoje.
Ainda na quarta, Trump se reuniu com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Após o encontro, o republicano recuou e anunciou que não aplicaria tarifas contra importações da Dinamarca e de mais sete países europeus que apoiaram militarmente a proteção da Groenlândia.
Em Davos, o líder da aliança destacou que é preciso proteger a região da influência russa e chinesa. De acordo com a Deutsche Welle, os embaixadores da Otan ressaltaram que, entre os oito países que fazem fronteira com o território polar, sete são membros da aliança, sendo justamente a Rússia a exceção.
Desde o início de seu mandato, Trump defende que a Groenlândia seja anexada, e ao retornar à Casa Branca em janeiro de 2025, a pauta ressurgiu. Especialistas avaliam que a estratégia de Washington visa controlar rotas marítimas para dificultar o comércio da China, sob o pretexto de segurança nacional e interesses internacionais.
Nesta quinta-feira (22), Trump afirmou que o governo negocia um acordo para os EUA terem “acesso total” à Groenlândia sem “limite de tempo”. Segundo ele, a entrada no território não é apenas uma questão de segurança, mas de alcance internacional, com a intenção de estabelecer parte do Domo de Ouro no local.
Trump ainda citou Ronald Reagan como inspiração e disse que os custos do avanço não serão arcados pelos EUA sem contrapartidas. Em suas palavras, o país “não pagará por nada” sem retorno estratégico.
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