Emendas parlamentares do DF somam quase R$ 500 milhões; saúde, ONGs e cultura concentraram os recursos
No último levantamento, oito deputados e três senadores representando o Distrito Federal destinaram aproximadamente R$ 494 milhões em emendas individuais para projetos e órgãos.
Desse total, R$ 262 milhões foram para a saúde do DF e de municípios vizinhos. Outros R$ 172,5 milhões ficaram com organizações sem fins lucrativos e entidades não governamentais, como ONGs, institutos, fundações e associações.
Para 2025, a distribuição prevista aponta que cada deputado federal recebe em média R$ 37,2 milhões em emendas, enquanto cada senador fica com cerca de R$ 68,5 milhões. A legislação determina que metade dos recursos seja destinada à área da saúde.
Entre os senadores, Izalci Lucas destinou aproximadamente R$ 34,65 milhões para organizações não governamentais, com a maior parte indo para cultura e apoio ao esporte amador, além de recursos ligados à saúde de Goiânia e arredores. Já Leila Barros direcionou R$ 26,46 milhões a ONGs, com destaques para esporte, cultura e agricultura familiar; também houve repasses ao IGES-DF e à compra de equipamentos hospitalares.
Damares Alves destinou R$ 7,1 milhões a instituições sem fins lucrativos, apoiando reinserção social, esporte e desenvolvimento paraesportivo, entre outras áreas como saúde no DF e em Goiás, segurança pública e infraestrutura de organizações.
Entre os deputados, Erika Kokay encaminhou R$ 22,2 milhões a entidades sem fins lucrativos, com foco em cultura, apoio à população LGBTQIAPN+, assistência a crianças e adolescentes carentes, além de apoio a idosos e à Fiocruz.
Outros deputados também enviaram recursos significativos, como Fred Linhares (R$ 17,5 milhões para ONGs), Júlio César Ribeiro (R$ 17,1 milhões para entidades sem fins lucrativos e saúde em Goiás), Reginaldo Veras (R$ 15,91 milhões para ONGs) e Gilvan Máximo (destinação iniciada por Gilvan Máximo e encerrada com Rodrigo Rollemberg, com forte ênfase para saúde do DF e ONGs).
Bia Kicis destinou R$ 8,8 milhões a ONGs, com pautas para saúde do DF, assistência social, cultura e inclusão de pessoas com deficiência; Alberto Fraga encaminhou R$ 7,49 milhões a entidades sem fins lucrativos, com impactos para a saúde de municípios goianos, defesa e cultura, entre outros itens; Rafael Prudente destinou R$ 4,22 milhões a ONGs e projetos de desenvolvimento sustentável.
O grupo também esteve envolvido em controvérsias: o STF autorizou, no ano passado, uma operação da Polícia Federal sobre uma ONG ligada a emendas parlamentares para jogos digitais. A reportagem do Metropoles apontou como grande emenda destinada à ONG pelo parlamentar Fred Linhares, o que levou a pedidos de suspensão de pagamentos e a cancelamentos por parte de Izalci. O caso evidencia a atenção pública sobre a legitimidade de destinações e a transparência das emendas.
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Ao abordar o conjunto de emendas, o material mostra um padrão de foco: saúde, cultura, esportes, apoio a ONGs e ações de desenvolvimento social. A diversidade de temas revela uma atuação ampla, com diferentes prefeitos e regiões contemplados pelas emendas.
Para leitores interessados em transparência orçamentária, o tema reforça a importância de acompanhar a execução dessas emendas, os critérios de seleção, a convivência entre interesse público e ações políticas, bem como os impactos práticos para pacientes, comunidades culturais e iniciativas de base.
Como leitor, você pode comentar: você acredita que as emendas atendem às necessidades locais do DF? Quais áreas merecem mais prioridade na sua região?
Observação: o conteúdo reforça a necessidade de leitura crítica das emendas, verificando impactos sociais, eficácia de ações e possíveis efeitos colaterais no orçamento público. A transparência continua a ser peça-chave para o acompanhamento democrático.
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