MPSP insiste em ouvir Bia Miranda 4 meses após acidente com Gato Preto

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) tenta ouvir pela segunda vez Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, conhecida como Bia Miranda, para esclarecer a dinâmica do acidente envolvendo a influenciadora e o então namorado Samuel Sant’Anna da Costa, o Gato Preto. A promotoria também busca confirmar se Bia sofreu lesões ou recebeu atendimento médico após o acidente, na tarde de 20 de agosto do ano passado.

O acidente ocorreu por volta das 6h30 na Avenida Faria Lima, com Gato Preto dirigindo um Porsche 911 Carrera. Bia Miranda estava no passageiro. Um Hyundai HB20 também cruzava a via, e o motorista deste veículo afirmou ter aguardado o semáforo abrir para atravessar pela Rua Elvira Ferraz, quando foi atingido pelo Porsche, que trafegava em alta velocidade. As imagens do Smart Sampa indicam que o Porsche teria desrespeitado o semáforo vermelho, não freando a tempo, e foi arremessado ao canteiro central junto aos demais carros envolvidos, sem que o HB20 registrasse frenagem.

A batida deixou o passageiro do HB20 com fratura na mandíbula. Testemunhas relataram comportamento agressivo de Gato Preto logo após o acidente, inclusive risos e ameaças antes de fugir. O segurança de Bia Miranda, que seguia no Porsche em um Creta, afirmou ter retirado objetos do interior do veículo e acompanhado as vítimas, o que dificultou a preservação da cena do acidente.

Enquanto as investigações prosseguem, o MPSP destacou a necessidade de confirmar se Bia Miranda recebeu atendimento médico ou teve lesões significativas. O material de investigação inclui imagens de monitoramento, depoimentos das vítimas e o laudo toxicológico, que apontou álcool, MDA (droga sintética) e THC (presente na maconha) no organismo de Gato Preto.

Indiciamento de Gato Preto A Polícia Civil indiciou Gato Preto por quatro crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro: lesão corporal culposa, embriaguez ao volante, fuga do local do acidente e alteração do local ou de objetos da cena. O influenciador ainda não havia sido ouvido formalmente, pois advogados que o representavam desistiram diversas vezes, o que levou o avanço do indiciamento de forma indireta, com base em indícios suficientes.

Visão do MPSP Enquanto a Polícia Civil aponta crimes culposos, o MPSP entende que a conduta de Gato Preto configura homicídio tentado com dolo eventual — ou seja, dirigir em alta velocidade sob efeito de álcool e drogas, desrespeitar o sinal vermelho e assumir o risco de matar alguém. Em razão disso, a promotoria pediu a redistribuição do processo para uma das Varas do Júri, que é responsável por julgar casos nesta linha. Caso haja denúncia por homicídio tentado, o julgamento ocorrerá no Tribunal do Júri; as penas variam de seis a vinte anos de prisão, ou de 12 a 30 anos em caso de qualificadoras, com redução de 1 a 2 terços no regime de reclusão.

Até o momento, o Metrópoles não localizou as defesas de Bia Miranda nem de Gato Preto, abrindo espaço para manifestações futuras. O espaço permanece em aberto para novas deliberações da Justiça.

Galeria de imagens

Este conjunto de imagens acompanha a atualização sobre o caso, incluindo fotos do momento do acidente, imagens de redes sociais e registros oficiais que embasam as investigações em curso. O espaço de manifestação permanece aberto para comentários das partes envolvidas ou para novas informações que venham a surgir.

Se você acompanha o tema, deixe seu comentário com a sua visão sobre as consequências legais, as diligências pendentes e o desfecho que pode ocorrer no Tribunal do Júri. Sua opinião ajuda a enriquecer a discussão com diferentes perspectivas.

Este assunto continua em desenvolvimento e envolve questões de trânsito, responsabilidade civil e o papel do Ministério Público na análise de condutas que colocam em risco a vida de terceiros. Acompanhe as próximas atualizações para entender como se desenrolam as diligências, o andamento do inquérito e as possíveis denúncias.

Fique por dentro: o que você pensa sobre a decisão de redistribuir o processo para o Tribunal do Júri e sobre a possibilidade de caracterizar homicídio tentado com dolo eventual? Compartilhe suas ideias nos comentários abaixo.

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