Meta descrição: Tarcísio de Freitas busca manter independência diante das pressões da família Bolsonaro, após cancelar visita a Bolsonaro e promover mudanças na Casa Civil, em meio às dúvidas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro.
O entorno do governador de São Paulo percebe uma ameaça velada do clã Bolsonaro: declarações de Flávio e Eduardo de que o governador depende deles para a campanha. Segundo auxiliares, o objetivo é que Tarcísio mantenha capital político próprio em São Paulo e não fique à mercê dos movimentos dos Bolsonaros.
A leitura interna é de que as falas da família encurtaram o tempo de planejamento e levaram ao cancelamento da visita de Tarcísio a Jair Bolsonaro, prevista para 22/1. A agenda oficial mencionava apenas despachos internos, visto como sinal de insatisfação.
À noite, o Governo de São Paulo anunciou mudanças no comando da Casa Civil: Arthur Lima assume a pasta da Justiça, enquanto Roberto Carneiro, apontado como homem de confiança de Tarcísio, assume a CC. A troca visa ajustar o perfil da pasta e melhorar a articulação com deputados e partidos da base.
Quem é o chefe
“O Tarcísio tem um chefe, que é o Bolsonaro. Ele não quer interlocutores. É uma briga por espaço e não uma ruptura. No fundo, o Tarcísio gostaria de ser mais escutado”, disse um interlocutor próximo do Palácio.
Aliados avaliam que antecipar o teor do encontro obrigaria o governador a uma entrevista logo após a visita a Bolsonaro, endossando o apoio ao filho com mais força. A leitura comum é de que Tarcísio busca manter a direita unida e forte sem se render a pressões externas, e que qualquer afirmação além disso seria apenas especulação, segundo fontes próximas.
Incógnita sobre Flávio
A sondagem entre auxiliares é de que Flávio ainda não convenceu o mercado financeiro nem os principais partidos do Centrão sobre a robustez de sua candidatura. Diante disso, Tarcísio tende a manter apoio mais discreto, até que o cenário fique mais claro.
“MDB e PSD não estão fechados; PP ameaça manter neutralidade, e União Brasil ainda não definiu o posicionamento”, afirma uma fonte. Caso a candidatura não avance, surge a dúvida de como Tarcísio reagirá para apoiar Flávio de forma contundente, se for o caso.
Prioridades
Além das dúvidas sobre a musculatura de Flávio, interlocutores citam a pressa por entregar resultados, especialmente com o ano eleitoral, e a necessidade de estruturar a própria corrida à reeleição. O governo também precisa definir substitutos de secretários que saem e organizar costuras partidárias para manter a coalizão estável.
“Tarcísio tem que montar o plano de governo e estruturar a base para a reeleição. Existem várias costuras a fazer”, resume um secretário.
Entre as dificuldades estão a insatisfação de prefeitos com repasses de recursos travados e o descontentamento de partidos como PP, que já sinalizou irritação e pode lançar candidato próprio em São Paulo. O cenário aponta para um ano de negociações intensas entre liderança, base e redutos eleitorais.
E você, o que acha das movimentações de Tarcísio de Freitas e do grupo Bolsonaro no cenário paulista? Compartilhe sua leitura sobre as chances de Flávio Bolsonaro, o papel de Bolsonaro no contexto nacional e o impacto na coalizão em São Paulo nos comentários.

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