Michel Temer diz à Veja que eleitor está cansado da disputa Lula x Bolsonaro e defende que país saia da polarização

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“Ou superamos o passado ou não teremos futuro”, afirmou Michel Temer em entrevista à Veja, destacando que a polarização domina a política brasileira e aponta para a necessidade de uma mudança de ciclo.

No tempo dele, havia oposição, mas não a radicalização de posições atual. Superar o passado, segundo Temer, é a única forma de tirar o país do atoleiro político em que se encontra.

Ele defende a construção de um pacto político contra a polarização. O eleitor está cansado da disputa entre Lula e Bolsonaro e a moderação surge como a alternativa para a agenda pública.

Para Temer, os candidatos devem apresentar projetos para o país. Em vez de uma batalha entre Lula e Bolsonaro, haveria uma disputa de programas entre centro e centro-direita, com propostas que acionem mudanças reais na administração pública.

Temer cita a aproximação de governadores que pretendem disputar a Presidência: Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Júnior (Paraná).

Ele afirma que qualquer um desses nomes representa bem seu pensamento e que o eleitor quer ver propostas, não apenas nomes.

Sobre a possível candidatura de Flávio Bolsonaro, Temer acredita que, se chegar ao segundo turno, ele pode ser uma opção natural do centro, da centro-direita e até da chamada direita, criando potencial de união em torno de um programa.

Em relação às críticas de Lula chamá-lo de golpista, Temer disse que Lula faz isso para agradar a uma ala do PT, mas que não se importaria com o tratamento, ainda que não concorde com ele.

Temer reforçou que, apesar das controvérsias, tem relação próxima com Lula e aponta que reformas, recuperação das estatais, redução de juros e inflação sob controle contribuíram para a recuperação do Brasil — se houve golpe, foi golpe de sorte, segundo ele.

Há espaço, na visão do ex-presidente, para um programa centrado que reúna centro-direita e parte da direita, afastando a radicalização. E você, o que pensa sobre a possibilidade de um pacto político capaz de reduzir a polarização?

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