Trump oficializa a criação do Conselho da Paz, um órgão internacional que visa resolver conflitos ao redor do mundo e, segundo críticos, rivalizar com a Organização das Nações Unidas. Aproximadamente 35 líderes já aceitaram apoiar a iniciativa, e a carta entrará em vigor assim que pelo menos três Estados a assinarem.
O presidente dos EUA reconhece a importância da ONU, mas critica a falta de ações eficazes em prol da paz. Em discurso, ele afirmou que trabalhará em conjunto com a ONU, destacando o potencial da organização que, segundo ele, nem sempre é utilizado, prometendo encerrar décadas de sofrimento e violência.
O Conselho da Paz terá um custo anual de US$ 1 bilhão, com um conselho executivo de sete membros. Trump seria o chefe, com poder para convidar outros chefes de Estado e revogar participação, salvo veto de dois terços dos Estados. O estatuto prevê mandatos de até três anos para cada membro, renováveis, e dispensa esse prazo para Estados que contribuírem mais de US$ 1 bilhão no primeiro ano.
Entre os que já disseram sim estão Viktor Orbán, de Hungria; Benjamin Netanyahu, de Israel; Javier Milei, da Argentina; Nikol Pashinyan, da Armênia; e Vjosa Osmani, presidenta do Kosovo. A Arábia Saudita anunciou adesão de ministros de Relações Exteriores de Catar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia e Paquistão ao Conselho, ao lado do monarca do Bahrein e do rei Mohammed VI, de Marrocos. Também participariam os presidentes do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, e do Azerbaijão, Ilham Aliyev.
Alguns países ainda não confirmaram a participação ou recusaram: Noruega, França e Ucrânia não aderiram. A Rússia pediu tempo para esclarecer detalhes antes de decidir; o presidente Vladimir Putin ordenou que sua diplomacia estude o tema. A China não informou posição, embora tenha reiterado apoio ao sistema internacional com a ONU como eixo central. Reino Unido, Alemanha e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também pediram tempo para avaliar. Entre os convidados aparecem Itália, Suécia, Finlândia, Albânia, Grécia, Eslovênia, Polônia, Bulgária, Brasil, Paraguai, Índia e Coreia do Sul. O Papa Leão XIV foi convidado e, segundo Pietro Parolin, representante do Vaticano, a Igreja está avaliando a situação.
A diplomacia saudita divulgou a decisão de se unirem ao Conselho de Paz os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Catar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia e Paquistão. Entre os convidados também aparecem Itália, Suécia, Finlândia, Albânia, Grécia, Eslovênia, Polônia, Bulgária, Brasil, Paraguai, Índia e Coreia do Sul.
Segundo a ONU, o Conselho da Paz não é um plano da organização, e a carta autoriza atuação apenas no Gaza. O rascunho indica um mandato mais amplo, enquanto a liderança de Trump com poderes amplos pode soar como uma alternativa ao sistema multilateral atual, elevando tensões diplomáticas.
E você, o que pensa sobre essa proposta? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como vê o impacto de um órgão liderado por Trump na paz global e no papel da ONU.

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