Durante o aniversário do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende conduzir a política externa e o debate político “na paz” e com o poder do convencimento.
Ele ressaltou que não quer guerras armadas com os Estados Unidos, a China ou a Rússia, e que a divergência deve ser solucionada com argumentos. “A democracia é imbatível”, citou, ao recordar Gandhi, que derrotou o Império Britânico sem recorrer à violência, mobilizando toda a Índia.
“É assim que a gente quer fazer política na paz, na convergência”, completou Lula, enfatizando a necessidade de diálogo entre nações e menos confrontos.
Na sequência, o presidente afirmou que pretende atuar pela convergência entre os países e criticou, de modo geral, guerras e a destruição de territórios, sem citar governos específicos.
Ele ainda questionou propostas de reconstrução em áreas devastadas por conflitos, dizendo que não adianta reconstruir se há ainda mortes e injustiças para prevenir. “Roubaram, mataram mais de 70 mil pessoas. Vai dizer que eu vou voltar agora e resolver a casa e fazer um hotel de luxo? E o povo que morreu, onde vai morar?”, afirmou.
O discurso reforçou a visão de Lula de uma política externa guiada pela paz, pela cooperação e pela construção de consenso internacional, em vez de ações agressivas ou unilaterais.
E você, qual caminho político e diplomático acha mais eficaz para resolver tensões entre grandes potências? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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