Flávio Bolsonaro reduz o espaço para surpresas ao mercado ao manter o foco no crescimento de suas intenções de voto. A leitura entre interlocutores próximos ao ex-presidente é de que conseguirá atrair o Centrão de forma mais rápida e menos onerosa quando estiver melhor posicionado nas pesquisas, tornando as reversões de alianças menos custosas.
Para pavimentar esse caminho, o filho “01” escalou o empresário Felipe Sabará para dialogar com o mercado financeiro. Sabará já participou de ao menos dois encontros com representantes de bancos e gestoras de investimentos, sinalizando uma candidatura de Flávio com agenda econômica concreta.
Um dos recentes passos ocorreu em um almoço na terça-feira (20/1) com mais de 15 bancos e instituições que administram fundos. Participantes dizem que Sabará reforçou a ideia de que a pré-candidatura de Flávio é “pra valer” e apresentou pistas sobre as linhas da equipe econômica.
Entre as perguntas recorrentes, muitos queriam saber quem seria o ministro da Fazenda caso Flávio seja eleito. Sabará não cravou nomes, afirmando que a definição sairia apenas após abril, quando se encerra o prazo para desincompatibilização de cargos públicos. Mesmo assim, ele indicou que o futuro titular deverá defender equilíbrio fiscal e ter entendimento sobre tributação, áreas em que o senador vê uma “crise contratada”.
Sabará também afirmou que, se eleito, Flávio e a equipe econômica trabalharão pela redução de impostos por meio de cortes de gastos. Segundo ele, ex-integrantes do governo Bolsonaro têm contribuído com a pré-campanha, reforçando a ideia de um time já com ligações ao mercado.
A avaliação do entorno é de que o apoio do Centrão tende a ficar mais próximo quando os números de Flávio nas pesquisas permitirem negociar com força e menos custo. Enquanto isso, o diálogo com agentes financeiros continua, mostrando que há uma estratégia de apresentar propostas de equilíbrio fiscal e de estímulo a uma agenda tributária mais objetiva.





Conclusão: o caminho de Flávio depende de como se desenha o cenário eleitoral e de como o Centrão vê o custo de apoio. Enquanto isso, a equipe econômica mantém o diálogo com o mercado, destacando a intenção de promover responsabilidade fiscal e ajustes tributários, caso haja vitória nas urnas.
E você, o que acha das estratégias anunciadas pela candidatura de Flávio Bolsonaro? Compartilhe sua leitura sobre o cenário político e econômico para 2026 nos comentários abaixo.

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