ONG relata ao menos 80 novas solturas de presos políticos na Venezuela

Neste domingo, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa informou a soltura do estudante de jornalismo Juan Francisco Alvarado, condenado a 15 anos de prisão. A sentença dele foi anulada nesta semana por um tribunal de apelações.

A ONG Foro Penal, que lidera a defesa de presos políticos na Venezuela, informou ao menos 80 novas solturas ocorridas nas últimas horas, como parte do processo anunciado pela presidente interina Delcy Rodríguez no dia 8 de janeiro. Alfredo Romero, diretor-presidente da ONG, afirmou que esse número pode aumentar.

Consultado pela Agência EFE, o diretor-vice-presidente da Foro Penal, Gonzalo Himiob, disse que desde a madrugada há um número importante de libertações, com mais de 80 já verificadas e possivelmente mais liberadas.

Entre os libertados está Kenny Tejeda Jiménez, advogado voluntário do Foro Penal, que ficou detido desde 2 de agosto de 2024. Segundo a ONG, ele foi preso enquanto prestava assistência jurídica a cidadãos em um comando da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) no estado de Carabobo, sob acusações de terrorismo e discurso de ódio, e estava na prisão de Tocorón.

As libertações ocorrem no âmbito de um processo anunciado em 8 de janeiro pelo presidente do Parlamento, o chavista Jorge Rodríguez, que informou sobre um “número importante” de liberações sem detalhar identidades, quantidades ou condições.

A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou na sexta-feira que 626 pessoas já haviam sido libertadas. Até aquele dia, o Foro Penal havia verificado 156 solturas, enquanto a coalizão opositora Plataforma Unitária Democrática (PUD) tinha confirmado 173.

Essas libertações ocorrem em meio à crise política intensificada após as eleições presidenciais de julho de 2024, com o governo anunciando casos e organizações de direitos humanos monitorando os números oficiais.

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