O embaixador da Rússia na Venezuela, Sergey Melik-Bagdasarov, afirmou nesta segunda-feira que Caracas efetuou dois disparos com baterias antiaéreas russas contra tropas americanas durante a operação para capturar Nicolás Maduro, mas os ataques falharam por falta de treinamento do pessoal venezuelano. “Além de ter uma metralhadora nas mãos, é preciso saber dispará-la.”
O diplomata responsabilizou os militares venezuelanos por não contarem com capacitação suficiente para operar os sistemas Igla, e “houve pelo menos dois disparos (por parte dos sistemas de defesa russos) e ambos erraram o alvo.”
Ainda assim, Melik-Bagdasarov garantiu que a cooperação militar continua, “não foi cancelada”, e afirmou que a manutenção dos sistemas de armas russos no país deverá permanecer por décadas.
Após a captura de Maduro, a imprensa internacional questionou a operacionalidade das defesas antiaéreas fornecidas pela Rússia. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, insinuou que a defesa antiaérea russa foi insatisfatória, citando que baterias S-300 e sistemas Buk teriam sido impactados por guerra eletrônica.
O Kremlin fica sob os holofotes como exportador de segurança para regimes autoritários, sem garantir plenamente a defesa de seus aliados.
(Com informações da EFE.)
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