Índia entra em estado de emergência em surto do vírus letal Nipah e deixa 100 pessoas em quarentena

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Índia em alerta após confirmação de surto de Nipah na Bengala Ocidental. A confirmação do surto levou o país a acionar medidas de vigilância. Até o momento, são cinco casos, todos entre médicos e enfermeiros vinculados a um único hospital. Quase 100 pessoas foram orientadas a cumprir quarentena, e os pacientes estão recebendo atendimento em Calcutá, a capital do estado. Um paciente encontra-se em estado crítico, conforme o departamento de saúde local.

O Nipah (NiV) circula principalmente entre morcegos do gênero Pteropus, que comem frutos, mas pode ser transmitido a outros animais e a humanos por meio de alimentos contaminados ou contato direto entre pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infecção pode se apresentar de formas variadas, desde doenças respiratórias até encefalite, com potencial de desfecho fatal.

No Brasil, não há alerta nem registro da doença até o momento. A infectologista Kamilla Moraes, da UPA Vila Santa Catarina, unidade pública vinculada ao Hospital Israelita Albert Einstein, ressalta que, apesar do risco global, não há motivo para alarme imediato no país. “Atualmente não temos nenhum alerta sobre o vírus no Brasil. É importante ficar atento aos surtos internacionais, pois a globalização eleva o risco de transmissão”, afirmou.

Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dor de cabeça, mialgia, vômitos e dor de garganta. Em alguns casos surgem tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que podem indicar encefalite. Também há relatos de pneumonia atípica e complicações respiratórias graves. Em quadros mais severos, encefalite e convulsões podem evoluir para coma em 24 a 48 horas. A incubação varia entre 4 e 14 dias, mas já houve registros de até 45 dias. A letalidade é estimada entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade de vigilância e atendimento médico.

Não existem medicamentos ou vacinas específicas contra a infecção pelo Nipah. A OMS classifica o vírus como uma das doenças prioritárias para pesquisa e desenvolvimento. O tratamento disponível é de suporte, com foco no manejo de complicações respiratórias graves e neurológicas, principalmente em unidades de terapia intensiva.

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