Segundo a coluna do Metrópoles, o escritório Lewandowski Advocacia assinou um contrato de consultoria com o Banco Master em agosto de 2023, prevendo pagamentos mensais de R$ 250 mil.
Na época, Ricardo Lewandowski já havia se afastado do STF, após a aposentadoria em abril de 2023; ele só retornaria à cena pública ao assumir, em 1º de fevereiro de 2024, o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Lula.
A apuração aponta que o vínculo teria sido articulado politicamente por Jaques Wagner, líder do governo no Senado, que solicitou o vínculo entre o banco e o escritório, e, dias depois, indicou Guido Mantega como consultor do Master.
O contrato, assinado em agosto de 2023, tinha vigência até setembro de 2025. Nesse período, Lewandowski já estava há 21 meses no comando do Ministério da Justiça.
No total, os pagamentos somaram cerca de R$ 6,5 milhões brutos, sendo R$ 5,25 milhões após Lewandowski assumir o ministério. Com a saída do escritório em janeiro de 2024, a banca passou a ser administrada pelos filhos, Enrique e Yara de Abreu Lewandowski, e o contrato previa consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico.
De acordo com Lewandowski, a atuação direta dele foi restrita, participando de apenas duas reuniões do Comitê Estratégico do Banco Master. Em nota, ele informou que se desligou do escritório ao assumir a pasta.
E aí, o que você pensa sobre a relação entre atuação pública e contratos de consultoria nesse caso? Deixe sua opinião nos comentários.

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