Caso em Caldas Novas envolve desaparecimento de corretora, sindicância e denúncias do MP-GO
Meta descrição: MP-GO denunciou o síndico Cléber por perseguição em Caldas Novas; Daiane Alves Souza, corretora de imóveis de 43 anos, continua desaparecida desde 17 de dezembro. A defesa do síndico e a defesa de Daiane apresentam versões distintas e as investigações continuam.
Daiane Alves Souza, 43 anos, corretora de imóveis, desapareceu no dia 17 de dezembro no Condomínio Amethyst Tower, em Caldas Novas (GO). Câmeras de segurança registraram Daiane descendo ao subsolo do prédio para verificar uma suposta falta de energia em seu apartamento, e ela não foi mais vista desde então. A Polícia Civil de Goiás informou que o caso é acompanhado pelo Grupo Especial de Investigação de Homicídios, com uma força-tarefa montada para apuração.
A defesa de Cléber Rosa de Oliveira, síndico do condomínio, divulgou uma nota na qual afirma que o síndico não está sendo investigado no inquérito que apura o sumiço de Daiane. Segundo os advogados, Cléber tem fornecido “todas as informações e acessos necessários” às investigações e que a elucidação dos fatos é de “interesse coletivo”. A defesa também destacou que eventuais conflitos com Daiane sempre foram tratados pela via judiciária, dentro da legalidade.
O Ministério Público de Goiás denunciou Cléber por perseguição, prevista no artigo 147-A do Código Penal, com episódios ocorridos entre fevereiro e outubro de 2025. A denúncia aponta condutas reiteradas que teriam ameaçado a integridade física e psicológica de Daiane, dificultando sua locomoção e perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade. O conflito teria se iniciado após desentendimentos sobre a locação de um apartamento para maior número de hóspedes.
O MP aponta que Cléber teria passado a dificultar solicitações de Daiane ao condomínio, exigindo formalidades adicionais e monitorando a movimentação da corretora e de seus hóspedes por meio das câmeras de segurança. A denúncia também cita indícios de sabotagem em serviços como água, energia, gás e internet em imóveis administrados por Daiane. Em meio às acusações, há relatos de discussões frequentes por aplicativos de mensagens e, em fevereiro de 2025, alega-se que o denunciado teria feito uma cotovelada na vítima.
Na defesa, a advogada de Daiane rebateu as acusações de violação de domicílio e afirmou que Daiane agiu em legítima defesa ao presenciar o síndico confinando seu padrasto, de 79 anos, na recepção do condomínio. Segundo a defesa, imagens do circuito interno comprovam a versão da corretora, que atuou para assegurar a integridade física de seu familiar. O MP pediu, além da condenação criminal, a fixação de indenização por danos morais ao síndico Cléber, no valor mínimo de dois salários mínimos, em relação ao episódio envolvendo Daiane.
Câmeras de segurança gravaram momentos antes do desaparecimento: Daiane teria descido ao subsolo para verificar a falta de energia em seu apartamento e, desde então, não foi mais localizada. A família contesta a hipótese de falha acidental e aponta que apenas o apartamento da corretora ficou sem luz enquanto elevadores e áreas comuns permaneceram iluminados, o que alimenta suspeitas de possível desligamento proposital da energia.
As investigações continuam sob a coordenação da Polícia Civil de Goiás, com o grupo de Homicídios e uma força-tarefa especial. Novas informações não devem ser divulgadas para preservar a apuração e evitar prejuízos às investigações. O caso envolve questões contratuais, acusações entre as partes e o desfecho segue em análise pela Justiça e pela polícia.
Este episódio envolve Caldas Novas, moradores da região e repercussão sobre a atuação de síndicos, inquilinos e corretoras. Acompanhe novas informações sobre o andamento das investigações e as defesas apresentadas pelos envolvidos. Sua opinião importa: deixe seu comentário com suas perspectivas sobre o caso e a condução das apurações.

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