Alunos das escolas cívico-militares de São Paulo vão começar o ano letivo sem os uniformes prometidos pela gestão de Tarcísio de Freitas. Em três cidades da Grande São Paulo, a Secretaria da Educação confirmou que os kits ainda não foram entregues e orientou que, por ora, os estudantes usem calça jeans e camiseta.
Em junho de 2025, o governo abriu um pregão para a aquisição dos uniformes. A Infinit Comércio de Produtos Sustentáveis Ltda. ficou em primeiro lugar para fornecer calça, blusão e bermuda, pelo valor de R$ 17.429.412. A compra das camisetas ainda não foi homologada.
O Metrópoles questionou a Secretaria, que respondeu que a falta de algumas peças não impede a participação das escolas no ano letivo e que os uniformes serão garantidos aos estudantes matriculados. Também informou que quatro exemplares de camisetas não atenderam às especificações técnicas e foram retirados da licitação, que segue em andamento.
O Ministério Público de São Paulo chegou a abrir um inquérito em junho do ano passado para apurar a fonte de recursos e possíveis violações ao orçamento escolar, incluindo o princípio de isonomia. Meses depois, o MPSP aponta que o inquérito está próximo do arquivamento, com a recomendação de homologação pelo Conselho Superior.
O panorama envolve a expansão de escolas cívico-militares na região e críticas de especialistas ao modelo. O contexto também considera o encerramento do programa federal de escolas cívico-militares em 2023, que alimenta o debate sobre a adoção desse formato no estado.
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