Meta descrição: A União Europeia e a Índia selaram nesta terça-feira um acordo de livre comércio após duas décadas de negociações, criando uma zona de livre comércio para 2 bilhões de pessoas e buscando reduzir a influência da China e os efeitos da guerra tarifária com os EUA. A parceria marca um passo estratégico para o comércio global em um contexto geopolítico incerto.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, celebrou o acordo, dizendo que ele trará muitas oportunidades e que representa quase 25% do PIB mundial e um terço do comércio internacional, segundo as autoridades.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que Europa e Índia fizeram história hoje, destacando que o acordo cria uma zona de livre comércio para 2 bilhões de pessoas e deve beneficiar ambas as partes.
Os últimos obstáculos para a conclusão foram superados na segunda-feira, durante as negociações finais, com as duas partes confiantes de que o pacto avançará rapidamente.
As autoridades esperam que o acordo impulsione o comércio ao reduzir tarifas em diversos setores, abrindo caminhos para maior integração econômica entre as duas regiões.
Bruxelas estima que a redução das tarifas indianas sobre importações europeias pode proporcionar à UE economias de até 4 bilhões de euros por ano (? 4,75 bilhões de dólares).
A Alemanha elogiou o acordo, destacando seu potencial como motor de crescimento e empregos.
O anúncio ocorre pouco depois de a UE concluir, em 17 de janeiro, um acordo com o Mercosul, o que posiciona a Europa como uma parceira estratégica com mercados emergentes, apesar de controvérsias sobre ratificação.
Entre os destaques da liberalização, as tarifas sobre veículos made in Europe cairão de 110% para 10%, as do vinho de 150% para 20% e as da massa ou do chocolate serão totalmente eliminadas.
Von der Leyen disse que a UE espera ver as exportações dobrarem, refletindo o acesso mais amplo já concedido a um parceiro europeu ao mercado indiano, país de crescimento acelerado.
A Índia pretende fortalecer as exportações de têxteis, joias, pedras preciosas e couro, com 2024 registrando comércio de mercadorias em 120 bilhões de euros e serviços em 60 bilhões de euros, segundo dados da UE.
Segundo o FMI, a Índia, com 1,5 bilhão de habitantes, deve superar o Japão neste ano como a quarta maior economia mundial, mantendo o ímpeto de crescimento até 2030.
Nova Délhi vê a Europa como fonte indispensável de tecnologia e investimentos para modernizar a economia e gerar milhões de empregos, além de planejar acordos sobre circulação de trabalhadores temporários, intercâmbio estudantil e cooperação em defesa.
No âmbito da defesa, a Índia amplia fornecedores além da Rússia, enquanto a Europa busca diversificar parcerias com os Estados Unidos, fortalecendo a cooperação estratégica entre as duas regiões.
Palavras-chave: UE, Índia, acordo de livre comércio, tarifas, comércio mundial, investimentos.
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