Kim Keon-hee, ex-primeira-dama da Coreia do Sul, foi condenada a 1 ano e 8 meses de prisão por corrupção, após aceitar subornos da Igreja da Unificação e de um xamã em troca de favores para a organização, conforme a decisão do Tribunal do Distrito Central de Seul, transmitida ao vivo. A sentença prevê ainda uma multa de cerca de US$ 9 mil. É a primeira condenação de uma ex-primeira-dama na história do país.
A corte considerou Kim culpada apenas por aceitar alguns dos bens indicados pelos promotores, absolvendo-a das acusações de financiamento político irregular e da suposta manipulação de ações da Deutsch Motors (distribuidora local da BMW) entre 2010 e 2012.
Ela permanece em prisão preventiva desde agosto e enfrenta outros dois processos: o suposto recrutamento em massa de membros da Igreja da Unificação para se filiarem ao então governo e o alegado recebimento de presentes de luxo em troca de favores trabalhistas no governo.
A líder da igreja, Han Hak-ja, e o ex-chefe da sede global, Yun Yeong-ho, também respondem a processos, em meio ao crescente escrutínio sobre a influência da instituição na política sul-coreana.
A decisão ocorre dias após o marido de Kim, o ex-presidente Yoon Suk-yeol, ter sido condenado a cinco anos de prisão em um dos oito processos que enfrenta, metade deles relacionados à tentativa de imposição da lei marcial em dezembro de 2024.
Este caso destaca o debate sobre a relação entre poder e instituições religiosas na Coreia do Sul, reforçando a necessidade de transparência e responsabilidade entre figuras públicas.
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