Após crueldade com cão Orelha, cachorro Abacate morre baleado

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O cachorro Abacate, conhecido e cuidado por moradores do bairro Tocantins, em Toledo, oeste do Paraná, morreu nesta terça-feira após ser atingido por um disparo de arma de fogo. A Polícia Civil investiga quem atirou no animal.

Abacate foi encontrado ferido pela manhã por moradores da localidade e levado com urgência a uma clínica veterinária particular. Durante os exames, os profissionais constataram que ele havia sido baleado: a bala atravessou o corpo, perfurou o intestino em dois pontos e provocou contaminação abdominal grave.

Diante da gravidade, o animal passou por uma cirurgia de emergência. Apesar dos esforços da equipe médica, Abacate não resistiu e morreu durante o procedimento. A equipe de Proteção Animal do município foi acionada após a confirmação de que o ferimento foi causado por tiro.

Segundo veterinários, além das lesões intestinais, o disparo comprometeu os rins, agravando rapidamente o quadro clínico. Moradores contam que Abacate vivia de forma informal na região, dormindo na casa de uma moradora e saindo sozinho pela manhã. Na terça, após ser solto como de costume, foi encontrado gravemente ferido.

Maus-tratos contra animais são crimes no Brasil e podem resultar em prisão e multa.

O caso Orelha

Em 16 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) tomou conhecimento da morte brutal do cão Orelha. Moradores da região relataram o desaparecimento do animal e, dias depois, ele foi encontrado por um cuidador ferido e agonizando. Orelha não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.

Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos coletados pela polícia. Caso a participação seja confirmada, eles responderão por ato infracional, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente. As medidas socioeducativas variam entre advertência, prestação de serviços à comunidade e, em situações mais graves, liberdade assistida ou internação.

Orelha vivia há anos na Praia Brava e era cuidado informalmente por moradores da região.

Cão Caramelo

A coluna apurou, com exclusividade, que os quatro adolescentes de Santa Catarina podem ter sido gravados tentando afogar um segundo cão no mar. As imagens que circulam nas redes sociais estão sendo objeto de apuração pela Polícia Civil. O delegado Ulisses Gabriel informou que há dois casos de maus-tratos: o do Orelha, em que houve o uso de um instrumento contundente, e o do Caramelo, que foi jogado no mar. Agora, os investigadores apuram se os crimes foram cometidos pelos mesmos adolescentes e se os casos estão relacionados.

Ato final de encerramento: quatro adolescentes são apontados como suspeitos de maus-tratos em Santa Catarina, com ligações entre os casos ainda sendo investigadas pela Polícia Civil. Os casos reforçam a discussão sobre proteção animal e responsabilização de menores de idade.

Agora, o leitor pode acompanhar as investigações e compartilhar sua opinião sobre as medidas legais e morais cabíveis nesses casos de crueldade. Comente abaixo e diga o que acha sobre as situações envolvendo Abacate, Orelha e os demais cães citados.

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