Um grupo de deputadas do PSOL e da Rede Sustentabilidade acionou a Procuradoria-Geral da República para pedir o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito sobre o Banco Master no STF. O pedido é assinado pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Sâmia Bonfim (PSOL-SP), que citam reportagens sobre a relação de Toffoli com investigados no caso.
Segundo o texto, as parlamentares afirmam que a atuação de Toffoli poderia comprometer a condução do processo e que a CPMI é a ferramenta essencial para desvendar as supostas irregularidades envolvendo o Master, permitindo ao país acompanhar o desenrolar do caso com transparência.
“A nossa representação é cumprimento de nossa obrigação parlamentar, mas ela, em nada, substitui a única ferramenta capaz de desvendar os esgotos do Banco Master que é a CPMI, para que o povo brasileiro possa, didaticamente, acompanhar e não permitir que tanta promiscuidade volte a acontecer no país”,
Essa foi a primeira solicitação da esquerda nesse sentido. Na segunda-feira (26/1), o Partido Novo, oposição, também acionou a PGR com pedido semelhante, ampliando o debate sobre quem deve relatar o caso no STF.
O Novo moveu a ação dias após o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, arquivar uma primeira solicitação de deputados do Novo e do PL para afastar Toffoli da relatoria do caso Master.
O movimento de afastamento também ganhou contornos com a notícia de que Toffoli viajou para acompanhar a final da Libertadores de 2025, no Peru, no mesmo voo particular que um advogado que representa o diretor do Banco Master. O episódio é citado pelos signatários como um fator de preocupação institucional e ético no âmbito das investigações.
A reportagem e as imagens que acompanham o caso trazem o contexto de uma tensão crescente entre o STF, a CPMI e a atuação de parlamentares no tema Master, com diferentes leituras sobre a necessidade de afastamento imediato ou de manter a relatoria sob Toffoli, até que haja novas informações. O texto não aponta uma decisão definitiva da PGR até o momento.




Como leitura final, a peça aponta um embate entre o papel do STF, a atuação de parlamentares e o deslocamento de responsabilidades em torno do caso Master. O tema segue em pauta, com diferentes frentes de atuação, e as atenções se voltam para as investigações e para a atuação da PGR na avaliação das próximas medidas.
E você, o que acha sobre a possibilidade de afastar Toffoli da relatoria neste momento? Qual o impacto que essa decisão poderia ter no andamento do caso Master e na percepção pública das apurações? Deixe sua opinião nos comentários e participe.


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