O Brasil enfrenta um aumento significativo no diabetes: entre 2006 e 2024 o percentual de adultos com a doença saiu de 5,5% para 12,9%, um aumento de 135%. Os números são apresentados pelo Vigitel 2025, que mapeia fatores de proteção e risco para doenças crônicas não transmissíveis e hábitos da população.
O estudo foi apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o lançamento da Viva Mais Brasil, uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de DCNT e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.
Entre 2006 e 2024, o Vigitel também aponta avanço de hipertensão (31%), obesidade (118%) e excesso de peso (47%). Para enfrentar esses números, o Ministério anunciou um investimento de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026.
Padilha ressaltou que esses recursos vão ampliar a atuação, com espaços equipados e profissionais orientando usuários vinculados às unidades básicas de saúde. A estratégia associa atividade física ao convívio social para reduzir o uso de medicamentos, incluindo ansiolíticos e antidepressivos.
Outra melhoria é o aumento do custeio dos serviços do programa, que pode chegar a R$ 10 mil por modalidade, carga horária e número de profissionais. Hoje são 1.775 Academias da Saúde; a meta é credenciar mais 300 até o fim do ano.
A nova estratégia articula políticas já existentes do SUS, com ações voltadas à alimentação adequada, prática de atividade física, cuidado integral e acesso à informação de qualidade. O Viva Mais Brasil traz 10 compromissos para viver mais e melhor: mais movimento; alimentação saudável; menos tabaco e álcool; mais saúde nas escolas; menos doenças crônicas; mais vacinação; mais protagonismo e autonomia; mais saúde digital; mais cultura de paz e menos violência; e mais práticas integrativas e complementares.
Mudanças nos hábitos também aparecem nos dados: a prática de atividade física no deslocamento caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, enquanto a prática moderada no tempo livre subiu para 42,3%. O consumo regular de frutas e verduras permanece estável em cerca de 31%. Pela primeira vez, o Vigitel traz dados nacionais sobre sono: 20,2% dormem menos de seis horas por noite e 31,7% apresentam insônia, com maior prevalência entre mulheres.
Essas ações fortalecem políticas de promoção da saúde, ampliando o alcance das iniciativas do SUS e das parcerias com o setor privado para incentivar hábitos saudáveis em toda a população.
E você, o que acha dessas mudanças na saúde da população? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como essas iniciativas podem impactar sua cidade ou localidade.

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