A Hamas acusou Israel nesta segunda-feira de impor condições “impossíveis” para reabrir a passagem fronteiriça de Rafah, ligando a Faixa de Gaza ao Egito e dificultando os esforços internacionais para aliviar a crise humanitária. A afirmação acompanha o anúncio de Netanyahu de que a passagem seria reaberta apenas para o fluxo de pessoas, após a busca pelo corpo do último refém ainda em Gaza. Data: 26/01/2026.
Segundo uma fonte do Hamas, as condições israelenses incluem a instalação de um posto de controle adicional após o atravessar da travessia, o que permitiria um controle indireto de segurança sobre a passagem.
A fonte detalha ainda que o plano exigiria que quem entre em Gaza passasse primeiro pela passagem de Rafah e, depois, seguisse por uma rota que levasse a uma inspeção israelense.
Outra condição seria proibir a entrada de palestinianos nascidos fora da Faixa durante ou antes da guerra, com recusa firme em permitir que o número de entradas supere o de saídas, provocando um êxodo líquido da população.
A terceira condição envolveria deslocar a travessia para o triângulo fronteiriço próximo ao cruzamento de Kerem Shalom, conhecido como “Rafah 2”, o que, segundo o Hamas, seria uma tentativa de inutilizar permanentemente Rafah e o corredor Filadélfia.
A fonte alerta que isso consolidaria o controle israelense sobre a fronteira sul de Gaza, e o Egito rejeita qualquer mudança na gestão da travessia, enfatizando que deve permanecer sob controle conjunto palestino-egípcio.
A reação ocorre após Netanyahu anunciar que a passagem será reaberta apenas para o fluxo de pessoas, sem data confirmada. O anúncio contrasta com a ideia de abertura já prevista na fase inicial do cessar-fogo negociado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em outubro do ano anterior.
O cruzamento de Rafah é o principal ponto de saída e entrada entre Gaza e o exterior e o único ainda não controlado por Israel; permanece praticamente fechado desde maio de 2024, quando o Exército israelense ocupou a parte palestina da passagem.
Fonte: EFE.
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