La Niña está perto do fim após quase cinco meses com águas superficiais mais frias no Pacífico equatorial. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), responsável pelo monitoramento do clima e dos oceanos, deve anunciar oficialmente o término do fenômeno em breve. A notícia chega em meio a expectativas de tendência de neutralidade, que pode abrir caminho para mudanças climáticas futuras.
Segundo avaliação do MetSul Meteorologia, o episódio de resfriamento se aproxima do fim. A temperatura da superfície do mar atingiu -0,3°C no Pacífico Central?Leste em 27 de janeiro, dentro da faixa de neutralidade (-0,5°C a +0,5°C). O registro anterior mais recente nesse patamar ocorreu em 8 de outubro. Entre 12 e 19 de novembro, houve pico de -0,8°C, caracterizando um episódio fraco e de curta duração.
Apesar da tendência de neutralidade, o MetSul ressalta que esse período não seria suficiente, por si só, para decretar o fim definitivo da La Niña. A presença de águas mais quentes abaixo da superfície do oceano mantém dúvidas sobre a possibilidade de retomar um novo resfriamento no futuro.
O intervalo de neutralidade identificado pode anteceder o El Niño. Em linhas gerais, La Niña ocorre quando o Pacífico equatorial esfria, enquanto El Niño se caracteriza pelo aquecimento dessas águas, alterando padrões de chuva e temperaturas em várias regiões do planeta, incluindo a América do Sul.
A Universidade de Columbia, em Nova York, aponta cenários para o próximo período: 5% de probabilidade de La Niña entre março e maio, 88% de neutralidade e 7% de El Niño. Esses números ajudam a embasar as expectativas, ainda sem confirmação oficial da NOAA.
E você, como isso pode impactar o clima na sua região nas próximas semanas? Compartilhe sua opinião nos comentários: você aposta em El Niño já neste semestre ou acredita que a neutralidade se manterá por mais tempo?

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