Bipin Bihari Naik, pastor cristão em Odisha, foi alvo de um ataque atribuído ao Bajrang Dal, braço militante da RSS, em um caso que reacendeu o debate sobre violência religiosa na Índia. Em 4 de janeiro, cerca de 40 pessoas invadiram a casa onde ele orava, em Parjang, acusando-o de realizar conversões forçadas de hindus ao cristianismo.
O pastor foi arrastado para fora de casa, espancado com varas e desfilado pela vila por quase duas horas. Seu rosto ficou marcado com sindoor, e sandálias foram penduradas ao redor do pescoço. Naik foi levado a um templo hindu, com as mãos amarradas a uma barra de metal, e obrigado a comer esterco de vaca e a beber água de esgoto.
A tentativa de fazê-lo entoar cantos hindus não prosperou, e as fotos do episódio circularam amplamente em jornais e redes sociais. Some jornais publicaram versões menos detalhadas, omitindo a referência ao esterco. Candidez da esposa Vandana, que estava presente, reforçou que Naik resistiu à pressão e manteve sua fé.
Vandana disse à Maktoob Media que, ao ver a agressão, ela e os filhos conseguiram escapar e buscaram a delegacia mais próxima. A polícia chegou apenas quase duas horas depois. Nove pessoas foram detidas, mas também houve registro de boletim de ocorrência contra Naik por suposta conversão forçada.
Reações não demoraram. O chefe do governo de Kerala, Pinarayi Vijayan, afirmou que o ataque não é episódio isolado e reflete a atmosfera de violência fomentada pelo Sangh Parivar. Líderes de outros estados, como Conrad K. Sangma, e o Congresso de Odisha reiteraram a necessidade de investigação rápida e responsabilização. Rahul Gandhi também condenou o episódio em X, e a Conferência Episcopal Católica da Índia expressou solidariedade a Naik, pedindo proteção aos cidadãos.
Naik e a família foram levados a um abrigo secreto, enquanto as outras famílias cristãs envolvidas também foram realocadas para casas seguras.
O caso reacende o debate sobre direitos civis e liberdade religiosa na Índia, destacando a necessidade de investigação célere e de medidas para proteger minorias religiosas. Compartilhe sua opinião nos comentários: como você enxerga a atuação das autoridades diante de ataques a comunidades religiosas e o papel da sociedade na defesa de direitos fundamentais?

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