A Polícia Federal, com apoio do FBI, prendeu um jovem ligado a um brasileiro jihadista envolvido na organização de ataques. A operação revelou que o recrutador é Thiago José Silva Barbosa de Paula, cujo nome já ganhou notoriedade nas investigações.
Thiago foi preso em dezembro de 2024 e condenado a 11 anos de prisão por integrar uma organização terrorista e por atos preparatórios de terrorismo. Na ocasião, o jovem detido nesta manhã, cuja identidade não foi divulgada, ainda era menor de idade.
A ação coube à 3ª Vara Federal de Bauru (SP). Foram cumpridos mandados de prisão temporária, além de ordens de busca pessoal e domiciliar, com acesso imediato a dados eletrônicos e quebra de sigilo telemático.
Entre os itens apreendidos no local, destacam-se:
- Bandeira preta associada ao Estado Islâmico e ao Boko Haram;
- Juramento de lealdade ao Califado, Bay’ah;
- Três exemplares do Alcorão com marcações na Surata 8:60;
- Vídeos e arquivos com conteúdo extremista e instruções de combate;
- Coquetéis molotov prontos para uso;
- Produtos químicos com potencial para a síntese de explosivos;
- Simulacro de arma tipo airsoft, facas e faca;
- Tubos de CO?, reagentes e materiais laboratoriais.
À época, a investigação apontou que Thiago administrava um canal de propaganda em que defendia a ideologia do Estado Islâmico, disseminando conteúdo extremista e deixando claro o objetivo de recrutar e treinar operadores no Brasil. Frequentes relatos da USP São Carlos indicaram tentativas de cooptação de alunos para a construção de bombas, envio de vídeos de atentados e instruções para fabricação de explosivos. Houve também o registro de reuniões no campus e uma imagem suspeita deixada em um computador público, contendo desenhos de um tanque, fuzil, mina ou bomba e de um submarino.
A operação desta quinta-feira também levou à prisão de um dos “alunos” de Thiago. O FBI integrou a investigação, que contou com autorização da Justiça. Foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca, com acesso a dados eletrônicos e quebra de sigilo telemático.
Ainda não há informações sobre o local nem a data exata em que o ataque planejado pelo jovem seria executado. Os investigadores acreditam que a ação ocorreria durante um evento público, com grande aglomeração de pessoas, no estado de São Paulo.
Segundo apurações, o investigado estava em atos preparatórios para a montagem de um colete explosivo, com o objetivo de praticar um atentado terrorista suicida em território nacional.
As investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração dos fatos e prevenir a ocorrência de atos que ameacem a segurança pública e a ordem social.
Até o momento, não há indícios de que o Estado Islâmico esteja patrocinando diretamente os possíveis ataques arquitetados pelos brasileiros.
O caso segue em análise pelas autoridades competentes, que buscam esclarecer todos os detalhes do esquema e impedir novas ameaças à população.
E você, o que pensa sobre esse tipo de atuação de redes extremistas e a resposta das autoridades? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão. Seu ponto de vista é importante para entender como a segurança pública pode ser fortalecida.

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