O governo dos Estados Unidos planeja reduzir o número de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) na região metropolitana de Minneapolis, Minnesota, diante de pressões políticas e sociais após tiroteios ligados a operações federais no estado. A confirmação foi feita nesta quinta-feira (29/1) pelo “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, durante uma coletiva em Minneapolis.
Segundo Homan, ICE e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) estão elaborando um “plano de redução de efetivo” para a região de Minneapolis. A ideia central é diminuir a presença de agentes nas ruas e concentrar ações em cadeias e prisões, em uma estratégia que, conforme ele, tornará as operações mais seguras e eficientes.
“Mais agentes na prisão significa menos agentes nas ruas. Essa é uma cooperação de bom senso, que nos permite reduzir o número de pessoas que temos aqui”
Questionado diretamente, Homan reforçou: “Sim, eu disse isso: diminuir o número de pessoas aqui.”
Quem é o “czar da fronteira”
- Tom Homan, de 63 anos, é o primeiro a ocupar formalmente o cargo de “czar da fronteira”, criado no segundo mandato de Donald Trump.
- Enviado a Minnesota após o assassinato do enfermeiro e cidadão Alex Pretti durante uma ação federal, assumiu o comando direto da repressão à imigração no estado.
- Ex-diretor interino do ICE, foi um dos principais defensores da política de “tolerância zero”, que resultou na separação de milhares de crianças migrantes de suas famílias.
- Ele substituiu o agente da Patrulha da Fronteira Gregory Bovino e afirmou que permanecerá na região “até que o problema seja resolvido”.
Durante a coletiva, Homan reconheceu falhas nas operações federais de imigração. “O presidente Trump e eu reconhecemos que certas melhorias poderiam e deveriam ser feitas. É exatamente isso o que estou fazendo aqui”, declarou.
Segundo ele, encontros com gestores do ICE, do CBP e autoridades estaduais e locais ajudaram a alinhar as expectativas da Casa Branca sobre a fiscalização migratória.
De acordo com Homan, as futuras operações serão mais direcionadas, com foco claro nos alvos. “Quando formos às ruas, saberemos exatamente quem estamos procurando”, afirmou, acrescentando que a missão “vai melhorar” com as mudanças internas.
Autoridades indicam que o governo federal avalia novas diretrizes para os agentes em Minnesota, incluindo orientação para evitar contato com agitadores e concentrar prisões em imigrantes com condenação ou acusações criminais. A medida busca reduzir confrontos e responder às críticas sobre táticas consideradas severas.



Ao final, as autoridades destacam a ideia de que as mudanças visam reduzir confrontos e aprimorar a eficácia das ações federais em Minnesota, respondendo a críticas sobre táticas mais duras. O tema permanece sob debate entre quem defende medidas mais firmes de segurança e quem cobra maior proteção a direitos e liberdades civis.
O que você pensa sobre a ideia de concentrar ações em cadeias e prisões, em vez de manter agentes nas ruas? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

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