PF e PRF assinam acordo para fortalecer o combate ao crime organizado

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A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) assinaram, nesta quinta-feira (29/1), um acordo de cooperação que reintegra a PRF às Ficco — Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado — e alinha a atuação entre os diferentes órgãos. O objetivo é uma operação conjunta, segura e em conformidade com as atribuições constitucionais de cada instituição.

O acordo estabelece diretrizes para uma atuação coordenada entre as forças federais, estaduais, civis e militares, além das guardas municipais em algumas localidades, com o propósito comum de enfrentar a criminalidade em todo o país.

Não apenas no discurso, mas principalmente na prática, como destacou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o enfrentamento ao crime organizado passa a ganhar força por meio de um esforço coletivo e integrado entre diferentes órgãos da segurança pública.

O diretor ressaltou que o projeto envolve não só as forças federais — PF, PRF e Polícia Penal Federal —, mas também as polícias estaduais, civis e militares, além de guardas municipais em algumas regiões, todos atuando com um objetivo comum: enfrentar a criminalidade em todo o país.

Atualmente existem acordos com 26 estados e o Distrito Federal, com a Ficco já presente em capitais e no interior, somando 34 unidades de operação. Como exemplo, Parnaíba, no Piauí, teve queda de 75% nos índices criminais em uma área específica logo após o início das atividades da força integrada, conforme relato do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

O fortalecimento da cooperação entre as forças é visto como fundamental para ampliar os resultados no combate ao crime no país, afirmou Fernando Oliveira, diretor-geral da PRF. Segundo ele, o modelo de segurança pública brasileiro só funciona plenamente com atuação integrada entre os diferentes tipos de policiamento, inclusive pela capilaridade das rodovias federais.

Ainda segundo Oliveira, a atuação integrada já resultou em operações de destaque, como a apreensão de ouro pela PRF que, após investigação da PF, exemplifica a lógica de atuação conjunta que se aplica a outros delitos, como o tráfico de drogas. Ele enfatizou que essa orientação tem apoiado as ações desde 2023, alinhada às diretrizes do presidente Lula, do ministro Wellington Dias e de gestores anteriores da pasta.

A diretora de Inteligência da PRF, Nadia Zilotti, destacou que a inteligência é essencial para compartilhar dados, gerar conhecimento e apoiar as investigações, contribuindo para os resultados operacionais. Ela ressaltou que, nos últimos meses, houve um esforço conjunto entre a Diretoria Executiva, a Diretoria de Operações e a Diretoria de Inteligência da PRF, em parceria com a PF, para aprimorar o alinhamento das ações da Ficco, com a coordenação passando a funcionar na Unidade Central da PRF.

Segundo Zilotti, as rodovias federais e os corredores logísticos são cruciais para a segurança pública, e as organizações criminosas atuam de forma integrada. Com isso, as forças precisam agir de modo coordenado para ampliar as ações, ampliar o compartilhamento de informações e melhorar a resposta às demandas de regiões específicas, fortalecendo, assim, o sistema de segurança como um todo.

E você, o que acha dessa retomada da PRF às Ficco e dessa atuação mais integrada entre as forças de segurança? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como enxerga o impacto dessa parceria na cidade e nas regiões onde você opera ou vive.

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