O Estado de São Paulo teve queda nos casos de estupro no último ciclo, somando 14.443 ocorrências no ano anterior a 2025, uma redução de 0,9% em relação às 14.579 registradas entre janeiro e dezembro de 2024. Os números reforçam que, embora haja diminuição, ainda se mantém um patamar elevado de violência contra a mulher na região.
Na capital, a queda foi ainda mais expressiva: 2.934 casos registrados em 2025, frente a 3.012 no ano anterior, representando uma redução de 2,5% segundo o levantamento da Secretaria da Segurança Pública. Os dados consideram apenas crimes com boletins de ocorrência formalizados.
A SSP aponta uma série de medidas para enfrentar a violência contra a mulher, incluindo o monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas. Desde 2023, cerca de 1,1 mil pessoas foram tornozeladas, com 112 homens presos por descumprimento de medidas protetivas.
Segundo a pasta, houve grandes operações para prender agressores, com aproximadamente 1,1 mil suspeitos presos em flagrante nos últimos dois meses. Também destacam o App Mulher Segura, que já registra mais de 45 mil mulheres cadastradas e cerca de 7 mil acionamentos do botão do pânico, conectando mulheres em risco à polícia.
Entre as ações anunciadas, está o movimento SP por Todas, criado para ampliar a visibilidade e o acesso da cidade às redes de proteção. O estado também implementou o auxílio-aluguel, que já beneficia 4 mil mulheres vítimas de violência doméstica em 582 municípios. Atualmente, são 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e 170 Salas DDM 24h ativas.
Apesar das quedas, os números continuam a evidenciar a relevância de políticas públicas voltadas à proteção de mulheres. As medidas da SSP refletem uma estratégia integrada, que combina monitoramento, atendimento imediato e facilitação de canais de denúncia para reduzir a violência e ampliar o acolhimento na região.
Convidamos você a deixar sua opinião nos comentários: como você enxerga as ações de proteção às mulheres na sua cidade e que outras medidas poderiam fazer diferença no dia a dia? Compartilhe suas experiências e sugestões para avançarmos nessa pauta tão importante.

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