Pedro Turra: juiz vê risco de destruição de provas e acobertamento

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Justiça do Distrito Federal autorizou, nesta sexta-feira (30/1), mandados de busca e apreensão e a quebra de sigilo de dados de Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, e de dois amigos próximos, no contexto da investigação da agressão brutal contra um adolescente de 16 anos, que continua internado em coma profundo. A decisão foi assinada pelo juiz Wagno Antonio de Souza, da Vara Criminal de Taguatinga, a pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Segundo a magistratura, existem indícios concretos de tentativa de alinhamento de versões, apologia ao crime e auxílio na ocultação de provas.

Conversas entre Pedro Turra, Mateus Pinheiro Gomes e Igor Vendramini Perini indicam que eles teriam se comunicado para ajustar uma narrativa favorável ao agressor, logo após o episódio de violência.

O juiz destacou que os relatos dos investigados à polícia apresentam semelhança relevante, especialmente no esforço de transferir à vítima a responsabilidade pelo início da agressão, alegando provocação e a existência de um canivete, versão que, até o momento, não tem respaldo técnico nos autos.

Quanto aos vídeos já apreendidos, o magistrado entendeu que eles não comprovam tentativa efetiva de separar a briga nem de prestar socorro, mesmo após a vítima cair e bater a cabeça. Um dos investigados teria admitido que optou por continuar gravando a agressão em vez de intervir.

A decisão também aponta a gravidade do caso e a possibilidade de risco concreto à vida, sequelas irreversíveis e eventual obstrução da investigação, o que justifica a relativização de direitos de privacidade para quebra de sigilo de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos.

Foram autorizadas buscas nas residências e nos veículos usados pelos três investigados, com apreensão de celulares, computadores, mídias digitais, documentos e registros que possam esclarecer a dinâmica da agressão, atuação de terceiros e eventuais tentativas de ocultação de provas; se necessário, arrombamento pode ser autorizado.

Outro ponto central é o chamado periculum in mora, o risco de que, em liberdade, eles possam apagar mensagens, arquivos ou registros relevantes para a apuração, dada a natureza do caso.

A apuração segue em curso e oferece elementos para entender as circunstâncias da agressão. E você, qual a sua opinião sobre o equilíbrio entre privacidade e investigações que envolvem risco de vida?

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Flávio, Augusto do Anjos e reaças: entre desastre e esperança ao menos

Eleições no Brasil estão em pauta com foco nas alianças ao redor de Flávio Bolsonaro, enquanto as principais legendas se mostram relutantes em...

Artur Jorge aponta “eficácia” como diferencial em derrota do Cruzeiro

O Cruzeiro foi derrotado por 3 a 1 pelo Grêmio, em amistoso de preparação para o Brasileirão realizado no Mané Garrincha, neste domingo,...

Luís Castro elogia postura do Grêmio após vitória sobre o Cruzeiro

Em Brasília, o Grêmio venceu o Cruzeiro por 3 x 1, em partida do Brasileirão, evidenciando uma recuperação após a derrota para a...