Conversa revela articulação para culpar vítima e livrar Pedro Turra

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Meta descrição: MPDFT utiliza uma conversa obtida pela imprensa para sustentar que houve orientação para alinhar depoimentos no caso envolvendo Pedro Arthur Turra Basso, preso preventivamente após agressões que deixaram um adolescente em coma. Palavras-chave: MPDFT, Pedro Arthur Turra Basso, agressão, legítima defesa, depoimentos, vídeos.

A investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) passou a usar uma conversa obtida pela imprensa para sustentar uma linha de defesa no caso de Pedro Arthur Turra Basso, preso preventivamente após agressões que deixaram um adolescente em coma. A acusação aponta que as mensagens indicam orientação para alinhamento de depoimentos por parte de pessoas próximas ao investigado.

Nas mensagens, editadas após o espancamento de 23 de janeiro, um interlocutor sugere ao investigado manter a versão de que a vítima teria ameaçado “quebrar” o agressor e sacado um canivete, narrativa que não aparece de forma consistente nos registros iniciais nem nas imagens do ataque.

Para o MPDFT, o teor da conversa revela orientação direta sobre o que deveria ser dito para moldar a versão dos fatos e afastar a responsabilidade criminal de Turra. O contexto é de troca ocorrida após a agressão e a prisão em flagrante, quando ainda não havia depoimentos formais formados.

O MP sustenta que parte das testemunhas é composta por menores de idade, o que aumenta o risco de influências indevidas ou direcionamento de falas. Em contrapartida, vídeos já analisados pela polícia mostram a vítima cercada e agredida, sem evidência clara de que estivesse armada ou representando ameaça suficiente para justificar defesa.

Além disso, as versões com o “canivete” teriam surgido apenas em relatos posteriores, repetidas por pessoas ligadas ao investigado. A narrativa foi citada no pedido de busca e apreensão e no requerimento de prisão preventiva, para justificar interferência na produção de provas.

Na decisão que decretou a prisão, o juiz apontou indícios de que Turra acredita na impunidade e atua para dificultar a reconstrução da verdade, inclusive ao transferir à vítima a responsabilidade pela violência. A polícia civil e o MPDFT seguem analisando celulares e outros dispositivos para identificar novas conversas semelhantes.

Caso haja novos elementos, a investigação poderá avançar para entender se há outras ocorrências atribuídas ao investigado, com foco em preservar a imparcialidade do inquérito e evitar influências sobre testemunhas.

Conte pra gente nos comentários: você acredita que essas mensagens indicam orientação para manipular depoimentos ou há outra leitura possível dos fatos? Sua opinião importa.

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