Resumo: uma família sudanesa no campo de Ajoung Thok expulsou uma jovem de 18 anos por ter se convertido ao cristianismo, levando o pastor Joseph Shawish para a prisão, acusado de sequestro. A polícia mantém o pastor sob custódia, mas ainda não apresentou acusação formal. O caso evidencia os riscos para refugiados que mudam de fé e a tensão entre comunidades religiosas na região.
Amona Kaki, refugiada das Montanhas Nuba, converteu-se ao cristianismo em dezembro, após ler a Bíblia secretamente por dois anos. Em 8 de janeiro, a família muçulmana a expulsou de casa. Ela procurou abrigo com um líder religioso fora do campo e, depois, passou a frequentar cultos. Hassan Ibrahim Kaki, irmão muçulmano de Amona, levou o pastor à delegacia em 20 de janeiro para responder pela suposta sequência de eventos, que a polícia ainda não qualificou como crime.
Os líderes da igreja não querem devolvê-la à família, afirmando que ela corre alto risco de violência se retornar. Um líder religioso declarou que prefere que a jovem permaneça com eles, por ser muito jovem para enfrentar a reação da família. Amona teme pela própria vida caso volte para casa.
Líderes religiosos estão pressionando o ACNUR para proteger e reassentá-la. Regionalmente, cresce a preocupação com a falta de proteção a refugiados na África Oriental que se convertem ao cristianismo. No Sudão, a religião é majoritariamente muçulmana (cerca de 93%), com cristãos estimados em 2,3% e tradições religiosas em 4,3%, segundo o Projeto Joshua.
O Sudão figura em quarto lugar na Lista Mundial da Perseguição LMP 2026 da Portas Abertas. A história se soma a um histórico de mudanças: em 2019, o Departamento de Estado dos EUA removou o Sudão da lista CPC e, em 2020, o tirou da Lista de Vigilância Especial. Esses dados ajudam a entender o contexto de perseguição religiosa no país.
E você, como encara a proteção de refugiados que mudam de fé e a atuação de autoridades e comunidades religiosas nesses casos? Deixe sua opinião nos comentários e/ou compartilhe experiências relacionadas.

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